Na 1ª pessoa

Considero apenas momentos de raiva e agonia...Considerem se quiserem, textos e pensamentos, pura opinião, porque fui um monstro, já sofri muito, já menti para ocultar o que sentia, já chorei, já gritei por desespero e por me odiar, já senti medo e tive na merda, já escrevi o mais horrível em relação ao sofrimento; sou um monstro quando quero, raramente confio em alguém, tenho mau feitio, sou mau hurmorado e raramente sorrio! Adoro escrever para diminuir a retórica sofista; sou muito transparente sobretudo na escrita. Tenho muita experiência de vida e sou ingénuo; sou demasiado crescido; não elogio para agradar, tem que merecer! Sou arrogante,sou demasiado sincero; não gosto de pessoas que têm a mania que sabem mais que os outros quando nem eles sabem o que falam; não suporto futilidade, paralogismos e sofistas; não tenho paciência para regras de etiqueta nem moralismos; não gosto de perguntas parvas; não tenho paciência para ser simpático e sorrir, repudio narizes empinados e pessoas vendidas;observo e julgo; valorizo muito os meus ideais. Um dia, entreguei-me à escuridão, estou num buraco negro, neste momento conheço o melhor da vida da pior maneira, tenho muito a aprender; não sou perfeito, não quero ser. Quero ser alguém, quero lutar, aprender, compreender e viver,aumentar o nível de sapiência até que um dia eu tenha como Maquivel, Kafka e Fernando pessoa...

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domingo, 6 de dezembro de 2009

AVERBAÇÃO FECHADA, ILUSTRAÇÃO


Desenhado por: Domingo Salgado

Momento inacabado de incapacidade



Tive dias a decidir nesta minha sentença, se a fazia ou não, e inadequadamente não se o porquê, decidi escrever tendo nexo ou não. Uma confissão sem saber o que sou ou se sou alguém neste momento inacabado. Não sei qual o resultado ou estupidez que me possa causar, só sei que não tinha o direito de o fazer e como antes chamado, é um simples acto de cobardia directa da minha parte. São muitas as noites de melancolia nesta varanda, em que nada se passa ou passa na minha cabeça, apenas existe um manto totalmente branco, parece o nevoeiro de Silent Hill,... Tudo completamente abandonado, negro e sombrio, oiço assustadoramente no silencio, portões a bater, serras a trabalhar na minha cabeça, por vezes até parece que sinto talhantes a cortar carne como se tivessem num talho, e eu fosse a carne presa num gancho que está à espera de ser talhada dentro daquela câmara frigorifica que tanto me prende o corpo e me congela o pensamento. É mais um momento em que me sinto uma coluna de um prédio como uma bomba à cintura pronta a explodir em qualquer instante, uma bomba que me aperta contra a parede, que me mantém sentado neste chão frio, quase congelado da minha varanda. Horas sentado a olhar e reflectindo sobre o nada, a noite toma conta de mim, espalha-me no corpo, a inactividade e a incapacidade de pensar e reagir, apenas me mostra um sonho bastante real ... Um momento inacabado...

"A pergunta.

Às vezes tens a sensação que és uma ave? Daquelas que têm penas e planam, voam e sentem liberdade, sentem o céu e viajam? Que podem fazer tudo o que Tu não podes fazer. Isto tem nexo?

Às vezes, tens a sensação que andas até ao corrimão do pontão naquela praia que tanto sonhas, daquela areia branca que tanto queres pisar, daquela água transparente que tanto te queres banhar. Que sorriso tão belo... Tens aquele momento de longevidade, o mesmo pontão, que apanhas ou agarras, ou talvez não que ... Quando te ergues e olhas para o horizonte, reflectindo sobre o vazio que observas à tua frente, dobras os dedos para dentro e quando sentes, já não há corrimão, não há nada para agarrar... Merda! O que vês à tua frente, é simplesmente o mar, os teus pés e nenhum chão para pisar, estás a cair!"

Acorda, pah! A temperatura gélida da parede, acorda-me de mais um momento inacabado de puro pesadelo não dando descanso ao tanto grande cansaço mental que possuo. Tortura-me sempre que o sono se lembra de se ausentar de mim, magoa-me a forma como o sono leva o meu descanso, estoira-me a cabeça em cascata de lágrimas quando o pensamento me incapacita de raciocinar, é como se me tivesse roubado a vida, não me sinto a pessoa que um dia quis ser, sinto-me vazio, escondo-me à frente de toda a gente, tenho na minha cara, a máscara que jamais quis ter! Sinto-me incapaz de me entregar às pessoas próximas de mim, a noção de ser sensível até causa-me arrepios e vontade de vomitar, tenho medo de as magoar. Já magoei tantas, é nisto que me tornei, um monstro selvagem que me mata quando fecha os olhos.



Escrito por: Ricardo Lourenço


Lisboa, 13 de Dezembro de 2009




domingo, 1 de novembro de 2009

AVERBAÇÃO FECHADA!



6:00 da manhã, há uma voz na minha cabeça que me critica todos os dias, arrebenta com a minha maneira de estar na vida e grita comigo naqueles momentos, em que fico estaticamente parado, insensível ao todo e ao tudo, como se nada fosse comigo. Essa voz aterroriza-me a cabeça noite e dia...
"Voz"- Sabes Ricardo? Costumo chamar, convivência desmedida entre casos mortos, conheces-te? Sabes o que fazes quando falas? Consegues dizer o que queres quando queres? Consegues ser tu mesmo? Consegues mostrar-te sentimental e dizer as melhores palavras naquele momento crucial? Acorda para a vida Ricardo!
A voz fala-me ao ouvido, acaricia-me suavemente a cara e beija a minha paragem cerebral em todos os meus momentos de convivência, de socialização e pura cumplicidade sentimental traduzindo-os num só! Inércia ou lá o que queiram chamar.
São 09:13 do dia, 31 de Outubro de 2009, por vezes considero-me morto na minha plena imaginação, um simples retrato de mau trato pessoal com olhos abertos mas metaforicamente fechados por dentro. Sinto muitas vezes uma averbação fechada que me coze a boca, assemelha-se a cordas que limitam atitudes, que limitam as minhas atitudes envolvendo-me em inércia perante qualquer acontecimento! Paro no tempo sem qualquer desenvolvimento mental para uma palavra de carinho.
"Voz" - Ricardo, é como veres uma pessoa que sofre a tua frente, olhas, observas mas nada pensas e nada fazes perante o coitadinho. Sentes-te impotente, sufocas, choras por dentro, por vezes metes nojo aos teus próprios olhos, porque deverias ter dito aquilo e não fizeste, até gostavas que os teus olhos falassem e dissessem o que sentem, mas ainda não há olhos com boca na ciência para que pudessem falar. Grande Ironia.
A voz costuma chamar de insensibilidade involuntária perante o acto e mais um grito silencioso!
Não há qualquer razão e não tem qualquer parecença com estupidez, acho-me apenas um caso de desassossego mental em todos os actos de pura insensibilidade que impossibilitam as minhas palavras, quando elas mais deviam funcionar!
"Eu"- Sabes voz, a palavra "porquê", é a que mais existe na minha cabeça, um reles conjunto de palavras onde não consigo ter resposta para a minha incapacidade de expressão, e onde por vezes pára a minha cabeça no tempo... E no fundo? Somente silêncio perante montes de pessoas que se sorriem, riem à minha frente sem de nada se aperceberem e tudo isto me atrofia o meu sistema psicológico. Sabes voz, não gosto de sentir a minha garganta apertada impedindo o som das minhas palavras de surgir ou de sentir uma parede de tijolo que me foi construída na laringe ou na traqueia da minha boca. Não gosto de utilizar uma cobardia directa e ter fugir às questões quando não tenho qualquer capacidade para me exprimir, só porque sinto sangue na minha boca, não gosto de sentir as laminas afiadas do pensamento a invadirem-me a cabeça e fazer-me gritar quando nada sai e apenas explode salina ensaguentada! Sabes voz, não gosto das correntes que me pões na boca, ou da espécie de "trela" que me ergues na língua quando me fazes ajoelhar! Não gosto da tua "convivência desmedida entre casos mortos", vai para a merda e sai da minha cabeça! Deixa-me em paz!

Não há nada mais aterrorizante que os gritos do silêncio Gibran Dias

Dia, 06 de Novembro de 2009

Escrito por: Ricardo Jorge Santos Lourenço.





terça-feira, 13 de outubro de 2009

13 de Outubro de 1984


13 de Outubro de 1984 de 25 anos de vida, data do meu nascimento e de muitos acontecimentos. Um quarto de século, um quarto de vida... Mesmo dia em que a minha mãe nasceu também.
Em tudo o que eu escrevo e por tudo o que eu vivi e vivo, Parabens a mim ou à vida?

feliz aniversario Ricardo Lourenço. Feliz aniversário Mãe.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

onde está a averbação?


Acobardo-me na escrita perante letras e palavras, porque não tenho a mesma capacidade na averbação, não sou capaz de me desmembrar…2:04 da madrugada, mais uma noite acordado a pensar em vão…Vazio como sempre, mais uma oportunidade perdida de sonhar também, a incapacidade de viver e de averbação mostra-me o outro lado do da realidade.


21 de Setembro de 2009 às 2:15 da noite.


Escrito por: Ricardo Lourenço

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

EROTICAMENTE




As paredes por vezes falam-me do teu toque dentro da minha cabeça. Por vezes imagino-te dentro de um quarto, uma simples divisão....Por vezes sinto o teu cheiro à minha volta, invades-me o corpo, inquietas-me como se me tocasses com a mão! Parece que sinto o teu suor a tocar na minha pele quando penso em ti... Nesse ponto, elevo a minha imaginação às paredes de um quarto vermelho salpicado de velas que dão o amarelo como iluminação. Imagino a existência de uma cama onde permanece um corpo deitado e desnudado, não há qualquer tipo de encobrimento de roupa ou artigo vestiário. Espreito por detrás da porta semi-aberta, toda a tua estrutura corporal em todo o seu esplendor, a tua pele sedosa brilha com o iluminar das chamas, a forma como deslizas as mãos pelo corpo perturba-me a cabeça. Todo o meu tempo pára e as lágrimas correm, sinto-te à minha volta ao mesmo tempo que as tuas mãos percorrem o teu pescoço, deslizam pelos teus ombros e mergulham no teu peito, ardes de calor e o teu desejo está exposto no teu suor que te escorre pela pele ... odeio esta possibilidade de longevidade…
Parece que fazes de propósito para me provocar, consegues arrepiar-me o corpo com a tua maneira de te mexeres, pela forma como movimentas as tuas mãos e as unhas arranham as tuas coxas afunilando no meio das tuas pernas! O quarto, o respeito que me é imposto pela parede fria que me arrefece as costas, ele sim, faz-te ter sensações que te aceleram a respiração, dá-te actos de luxuria sexual que te pára a mente, vejo-te cheia de desejo quando és possuída pelo acariciar do sexo, pela forma como a tua língua humedece os teus lábios secos ao mesmo que elevas os teus seios deixando descair o teu cabelo preto! Aparecem mil e uma imagens da Afrodite quando a tua respiração te sufoca de prazer, contorcendo-te toda! Teimas em agarrar o lençol também vermelho, para te libertar na tua fantasia e eu só me consigo imaginar de joelhos com as mãos na cabeça completamente perturbado. Os teus gemidos penetram-me na cabeça quando atinges o culminar do prazer misturado com movimentos corporais e doentios até ao explodir da plenitude!! No fim, estás sentada na cama com um sorriso como se fosse o ultimo, recordas o momento e nem dás pela minha presença que me tortura, mas uma vez, odeio esta possibilidade de longevidade…


“Não preciso me drogar para ser um génio; Não preciso ser um génio para ser humano; Mas preciso do seu sorriso para ser feliz.” Charlie Chaplin



Lisboa, 09 de Setembro de 2009



Escrito por: Ricardo Lourenço

terça-feira, 14 de julho de 2009

Monstruosidade



Hoje é dia 30-06-2009, tive um momento cruelmente irónico e pensado de impotência. Da minha cabeça saiu um túnel negro como se no seu fim saísse uma tela de cinema. Ao fundo uma rapariga, lembro-me de lhe gritar enquanto ela chora, de lhe gritar enquanto ela vomita. Tudo isto numa reles casa de banho de um quarto, a minha superioridade mostrou-se sobre ti pseudo menina. A minha consciência falou.

-Hey, Tu! Queres ouvir? Estas a chorar? Deixa de ser choramingas! Neste escuro, pessoas fazem todos os dias, precisamente como estás agora, ajoelhada enquanto vomitas a tua desgraça e choras o teu arrependimento. Pára de chorar, já te disse! Não te sintas uma merda só porque te mostro o mundo em que vives! Estou farto de gritar contigo! Cresce e aparece espécie de pessoa! Tira essa roupa, já pareces nua mesmo!
Então eu mostrei...
-Estamos numa sociedade onde não existem normas de utilização, Um monte de egoísmo, sociedade cimentada pela desorganização, População, que não tem qualquer sentido de orientação, Falam de desigualdade? Aquela nova concepção que acreditaste que podia existir? Completa ilusão! Com tanto para fazer, tanta merda para mostrar, vão-se passando os anos, mas só te mandam calar! É sempre o mesmo sistema, cada um à sua maneira, mas é sempre a mesma pena! É sempre o mesmo dilema!
Neste confronto directo as duas realidades já estão expostas. Aquela que sonhas que tudo é belo, pseudo valorizada e a que te espetam uma faca nas costas, porque acordaste, assustaste-te, abriste a mão e perdeste a aposta.
Tens paredes mas não tens o teu tecto, o teu próprio intelecto. Aquela casa que sempre sonhaste, não há, não vai haver. Estás perante uma medíocre humanidade, uma podre realidade, que te rasteira e te tira a tua liberdade para caíres, mas que te levantas insistentemente de qualquer maneira. A sociedade é como um corredor de morte quando passas a passadeira!
- Não! Pára!
-Plena tarde? Olhas de um lado ao outro da rua, vês aquele mendigo que um dia foi professor, a pedir a moeda mais pequena para uma carcaça, vês como a realidade é dura, podes falar alto, gritar até, mas toda a gente te censura….
-Pára com isso, não vês que me magoas Ricardo?? Pára!
-CALA-TE E OUVE! Já viste o filme “A vida é bela” ? É semelhança para todos aqueles que moram em barracas ou favelas, trabalhos precários ou meninas pelas ruelas, desempregados há procura de um trabalho digno para esquecer discussões, muitas preocupações, que resultam em muitas separações onde o divórcio é a principal das soluções! Pára de chorar criancinha! Um filho desorientado passa a consumir droga, revoluciona uma fraca e desorientada educação, desce ao fundo do abismo, é a sua nova dimensão, o seu espaço é uma ilusão, agora rouba a família, anda armado, torna-se ladrão! Acaba morto, enterrado, acabou a ilusão, a frustração começou diante daquele caixão onde a família chora por aquele que um dia seria um rapagão!
Esta sociedade é uma tão grande desilusão, que umas miúdas viram-se para prostituição, menores como tu entram na dedicação, vida miseravelmente tudo feito por obrigação exploração. Sim, vida fácil sem gosto, o sofrimento aumenta o desgosto e elimina um futuro com formação, a única forma de alivio chama-se sanita que é para vomitar mais uma noite de podridão.
-Calma!
-É a isto que chamas sociedade? Eu chamo desorganização humana e pura.
-Desculpa!
-Aquela chavala, antes menina que deixou a violência sexual levar-lhe a beleza pura. Pára de chorar já te disse! Pára de tossir!

Momento cruel, foi então que eu parei de gritar e vi, ela chora enquanto vomita, os € estão no chão... Consegue-se ver através das lágrimas o reluzir das notas. Ultrapassei-me na imaginação só para te mostrar o mundo em que nasceste. Desculpa-me.Acordei e quando reparei estavam a chamar por mim, "wrap up!". Desculpem a crueldade.


Lisboa, 14 de Julho de 2009


Escrito por: Ricardo Lourenço

sábado, 9 de maio de 2009

Um grito de dentro - 1ª Parte - Horas duma prisão de lembranças

1ª parte ( Pisão de lembranças em 7 minutos )



Sinto-me preso, sinto-me pesado... São 23:44 da noite, e apenas sinto aço e chumbo naquele que há anos passaram a designar como meu corpo. Um corpo que está sentado num lençol branco, um corpo imundo, farto de tudo e de todos, e em todos quer dizer momentos, um simples pano branco que nem sempre chega para limpar lágrimas de lembranças. Elas não me deixam viver, comem, consomem e me descarnam. A carne dos músculos por vezes prende-se de tanta incapacidade de movimentação, a carne por vezes enrijece os meus braços, endurece-os, deixando-os estendidos como pedra, absorvidos pela terra, ironicamente tudo é como era...

Passou um minuto, são 23:45, uma prisão de lembranças me mantém preso à mesma cama, por cima do mesmo lençol...Na mesma posição de inércia corporal! Todos estes momentos são demasiadamente compridos e os minutos parecem como correntes semelhantes a séculos! 23:46, um minuto passado... Horas que fazem os meus braços parecerem repetidamente pedra, horas que me aprisionam ao pensamento. O tipo de pensamento que faz escrever o "Odeio-te", que me faz ter "um grito de dentro". São horas que me tiram as forças quando me atacam com as lembranças, são como uma prisão que fazem crescer grades à minha volta, à volta do meu cérebro e à volta da mesma cama, onde está o mesmo lençol que já não é branco. Agora também vermelho.

-Sangue? Presentemente, uma pergunta sem resposta, presentemente uma memória do passado aperta-me o pulso como uma algema e prende-me à maldita grade! Sinto o meu cérebro fervilhar de tanto gritar! As correntes não permitem as minhas mãos na cabeça quando ela estala; por mais que queira acordar, não dá, não consigo sentir o som da liberdade da minha alma! Só sinto a palidez do meu corpo, sinto o fugir da minha calma, sinto um grito no meu pulso ensanguentado que me desarma! Tanto em apenas 3 minutos metaforicamente preso. 23:49...

Ainda tento arranjar uma razão lógica para me sentir tão preso, sinto o corpo a contorcer -se na mais selvagem das imagens imaginadas, por mais que lute realmente não entendo. Sinto a minha pele a despegar numa temperatura de 100ºC como se tivesse colada, sinto-me impotente, só porque um poster memorial se tentou intrometer na minha tentativa de ser alguém, na tentativa de fugir do escuro que me engole e das correntes que me prendem a mente provocando um fundo golpe! Em apenas mais um minuto, sinto uma explosão de ideias completamente fantasmagóricas e num ápice os gritos chamam silenciosamente por socorro. Ninguém ouve e permaneço deitado em 120 segundos de abismo, as lágrimas misturam-se com o suor e juntas correm em pleno corpo que grita quando se contorce para a frente… A fraca tentativa de libertação apenas permite sonhar com o que não tenho e também o que gostaria de ser. Acordei! 7 Minutos de pesadelo secaram-me a garganta, apertaram-me o pescoço, cortaram-me a língua, impediram-me de te falar e a cobardia prendeu-me. São 23:52, tenho que ir para casa. Tu foste, mais uma oportunidade deitada fora, a cama afinal era um banco de rua, nunca pensei que fosse veridico... Amanha tenho que ir trabalhar.( continua)



Escrito por: Ricardo Jorge santos Lourenço


Lisboa, 14 de Junho de 2009





domingo, 3 de maio de 2009

À beira do Desespero


À beira do Desespero (rescrito)

À beira do desespero, muita coisa já aconteceu,
Muita coisa querida já desapareceu,
Muitas coisas acontecem, muitas ideias se confundem e fazem com que outras se dispersem,
Sentimos o confronto, tudo é errado, queremos o que é idealizado, naquele horário,
E à beira do desespero acontece o contrário!
Nestes momentos a raiva aumenta, a concentração diminui, a loucura nem se fala e a calma raramente se sustenta,
A pessoa vai a baixo?
Não! Os acontecimentos que sucedem é que nos põem em baixo,
Fora do contexto, reforça-se a ideia de que para comer, muitos têm que rapar o tacho,
À beira do desespero, os sonhos desaparecem porque a realidade torna-se azeda,
As ideias confundem-se, o horrível impõe-se e o sonho daquele dia perfeito sai de cena...
...
O pesadelo começou e colocou o rapaz à beira do desespero,
E a história grande começou em tudo aquilo que eu escrevo,
E de tudo aquilo que escreverei, da verdade eu serei servo,
À beira do desespero ficou aquela pessoa que quis ter a sua própria realidade,
Sonhou com tudo o que na realidade não tinha e afinal soube quando acordou, que afinal não era verdade,
Não vou continuar. Não tem final, é como qualquer uma…
À beira do desespero fica aquela pessoa que tem medo,
De querer arriscar em algo, chegar a alma afligida e dizer eu te aqueço,
Falar o que realmente interessa, o que vai no coração, não consegue, não mostra enredo,
A pessoa sente-se frustrada e débil mentalmente, ou mentalmente débil?
É nisto que se torna uma pessoa que não vive bem consigo, tipo pessoa estéril,
Fica fracassada, completamente frustrada. Só se sente bem quando a lamina penetra na epiderme da pele cortada.
Quando se está à beira do desespero nada ajuda,
Torna-se tudo muito escuro e a ambição fica oculta,
Desavergonhada, a voz na situação presente, nua…
O desespero é implementado e a alegria é dada como fugitiva,
Tudo insinua para o desaparecimento da ambição em manter qualquer sonho vivo,
Tudo fica escuro quando furiosamente fechamos o livro, frustrada vive em 2 mundos,
Duas imagens de quem se sente nauseabundo, ou imperial dormindo, Acordado completamente mudo.
Sente um choque da real, o resto não interessa.
“Sempre pensaste que tudo um dia mudaria.”
Mas logo se percebe que aqueles dias felizes eram fantasia,
À beira do desespero ficam quem diria, muitas crianças prematuras quando violadas,
Talvez espancadas, e nem sequer sonham que o mundo existia,
Mas voltando ao presente, o desespero é diferente,
Muito raramente fala o que sente, como é fechado sentimentalmente, por vezes para fugir da realidade ele mente,
E depois chora por dentro o que não mostra por fora,
A mente fala…
À beira do desespero ficam aqueles apáticos,
Que no meio de tudo ficam estáticos,
Que quando acordam temporariamente, tentam no mínimo ser simpáticos,
Tentam, mas não conseguem, não tem moral para isso,
A sensação que os come por dentro fá-los sentir diminuídos, tira-lhes capacidade para assumir qualquer compromisso,
São muito poucas opções e tudo se torna impossível,
O ser fica fechado, torna-se insensível, raramente consegue falar o que realmente pensa,
É errado! Tudo o que acontece não faz sentido, parece doença!
No final, a sensação de alivio é rara,
Às vezes penso que nas linhas não se cuspiu qualquer palavra,
A sensação também é de raiva porque há ainda tanto por escrever…
Já me sinto incapacitado por que há ainda muito para acontecer…
Como uma ferida que nunca sara.
Sorte a sua, ele não está desesperado, está só no inicio… Só à beira do desespero….

Escrito por: Ricardo Jorge Santos Lourenço

isboa, 03 de Maio de 2009

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O momento inacabado...

O texto sem nome.

A pergunta:
As vezes tens a sensação que és uma ave?
Daquelas que têm penas e planam, voam e sentem liberdade, sentem o céu e viajam? Que podem fazer tudo o que não podes fazer. Isto tem nexo?
Às vezes tens a sensação que andas até ao pontão daquela praia que tanto sonhas, daquela areia branca que tanto queres pisar e daquela água transparente que tanto te queres banhar. Tens aquele momento, o mesmo pontão que apanhas ou agarras, ou talvez não que ... quando olhas para o horizonte, reflectindo sobre o vazio que observas à tua frente, o nada que te penetra a mente, dobras o dedos para dentro e quando sentes, já não há corrimão, não há nada para agarrar…Merda! O que vês à tua frente é simplesmente o mar, os teus pés e nenhum chão para onde os por. Foi um sonho.

Escrito Por: Ricardo Lourenço 30-04-2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Um grito de dentro ( a ilustração)



Um grito de dentro ( a ilustração)


Desenhos feitos por:

Domingo Salgado


http://reyel-avoidthevoid.blogspot.com/

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Um grito de dentro 2ª parte



Um grito de dentro do meu corpo sai todos os dias....

São 4:49 da madrugada, o corpo dá um laço em si mesmo, contorce-se, cai no chão e enrola-se. Chora!!
Sinto o desplante dos braços a agarrar-me na cabeça, a tapar-me as orelhas e a puxar-me os olhos para trás... Faço isto completamente contrariado ao que quero.
Cada lágrima que me escorre pela face, termina num lábio mordido pelos dentes, quando neles se espalha a água da lágrima que me sustenta o silêncio!! A dor... Agachado num canto, sinto um corpo trémulo, por vezes mórbido, por vezes morto, por vezes vivo, por vezes um corpo que grita!! O meu corpo grita. OUVIRAM?? O meu Corpo grita!! Ferve como lava, como vulcão que arrebenta explodindo em todo o seu esplendor. O gelo que tento por na minha pele para arrefece-la, derrete antes que toque nela, porque o grito silêncio aumenta a temperatura que me queima a mente, que me queima o pensamento, que me queima alma, que me queima. Perceberam alguma coisa??

Noites inteiras em claro, que me fazem desaparecer o sono por completo, faço de mim a cobaia de uma terrível experiência que consta na palavra, que não me permite pensar mais alem... Tenho em mim a prisão que me aprisiona o pensamento, tenho no meu corpo, um grito que quero dar à anos, tenho em mim, a terrível e temível sensação de não me satisfazer quando escrevo o que penso mas não penso no que escrevo. A minha mente é percorrida por imagens que me provocam ausência de gosto de satisfação. Essa ausência percorre-me as veias que me fazem aquecer a minha carne e tingi-la de sofrimento... essa ausência provoca-me medo, provoca-me raiva, e conformismo porque é só um momento.
Sinto os nervos a ficarem sexualmente eléctricos, sinto a magoa de não ter o que quero a apoderar-se das minhas veias e fazê-las saltar!!


A coisa mais horrível, é como se tivesse nesse momento acorrentado a uma parede, e dessa mesma parede saíssem laminas, as mesmas laminas tão afiadas que me perfuram a pele sem tocar nela, que me golpeiam, que maltratam o meu corpo, que quase me fazem deitar para fora o grito entupido que o meu corpo cria. Todos os dias existe a sensação de ausência de gosto, ausência de tranquilidade, o meu corpo grita pela capacidade de ser alguém, que não há. Ironicamente, uma perda de identidade!! Sinto-o a contorcer-se, a provocar dores no estômago que só as paredes páram, sinto as unhas dos dedos das minhas mãos completamente estragadas de tanto arranhar o chão quando me ajoelho! Ainda sinto a excitação da dor a percorrer-me o corpo quem nem um banho acalma, sinto a unha do animal doméstico, que me rasga a carne enquanto olho inertemente para o acontecimento, ainda sinto a lamina que me corta o pulso e me provoca aquele golpe sem qualquer dor. ..


Por vezes parece que a minha boca se abre para gritar contrariamente ao que eu quero, sinto a sair da minha boca, um vento a soar como uma voz que sai da minha garganta contra a minha vontade, Sinto o balouçar do corpo, E chorar?? Não há lágrimas, elas secaram, com tanta força para impedir que sexualmente o corpo não gritasse!Para pensar como escrever esta merda de texto, já não há lágrimas. São 6 da manhã, supostamente, hora de levantar, vou tomar banho, vestir e ir trabalhar como se nada fosse. Ainda bem que é tudo um sonho, o momento passou, só tenho que perguntar porque não dormi.






“Devemos ir buscar a coragem ao nosso próprio desespero.” SÊNECA




Escrito por: Ricardo Lourenço 08/04/2009






domingo, 22 de março de 2009

Fernando Pessoa





Sem a loucura que é o homem?
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
************************************
Acordo de noite subitamente.
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora,
O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena coisa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única coisa que o meu relógio simboliza ou significa
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez...

Fernando Pessoa

segunda-feira, 9 de março de 2009

O SEM NEXO DA INVEJA


...Uma criança, desde os primeiros anos de vida, …ainda inofensiva,
compreende pela expectativa que certas coisas são boas, aprovadas,
outras apreciadas, outras reprovadas, pelo contrário são más, feias e ordinárias
cresce, superou e produz na vida adulta, sentimentos de culpa
a que muitos o perdão não resulta,
a inveja funciona assim, e é difícil de compreender,
alguém que, embora sendo à partida como nós, se tornou naquilo que teríamos querido
ser,
pode obter, aquilo que teríamos querido obter!
invejamos, ficamos com uma terrível ferida
o outro conseguiu algo que nunca conseguimos na nossa vida,
odiamos à partida … a pessoa que é adorada,
que subiu de carreira, fez boa figura e é admirada,
fala bem, emerge socialmente e é congratulada,
é invejada por aqueles que nunca conseguiram nada,
mas que desejam em primeiro, a pura riqueza sem qualquer notoriedade social,
que querem ser os melhores, mas nem têm uma eleição intelectual,
queremos ser recompensados por algo que sempre fizemos mal,
queremos ter o desejo de excelência,
falamos muito, mas a inveja é como uma espécie de consequência,
o nosso termo da impotência quando a ganância é uma má experiência.

...Em relação à inveja toda a sinceridade desaparece,
o outro conseguiu muito e a nossa raiva enaltece,
conseguiu com o seu próprio esforço mas não é isso que nós achamos que ele merece,
por mais que queiramos ser melhores a nossa verdade emagrece,
porque somos falsos como invejosos,
perdemos a honra por sermos gananciosos,
muitos perdem a dignidade por os ciúmes já estarem expostos,
queremos ser melhores, vencedores,
olhar os outros e vê-los como perdedores,
sentir o sabor da vitória e pensar que somos superiores,
queremos ter o poder de auto-estima,
ser invejado e saber que os outros o poder resigna,
ter o poder na mão e dizer que a nossa decisão é imperativa,
mas é doloroso quando olhamos o pódio,
o ódio! Depois chega o resultado,
o nosso esforço foi em vão, o outro venceu, é festejado!
sobe ao pódio onde recebe a medalha e é aclamado,
inveja! condições favoráveis para um ser derrotado,
o desespero é grande porque sente-se humilhado,
cai por terra, o ódio aumenta, nesse caso pensamos no plagiato,
é o trabalho da inveja, fazer imitações mas negar o facto,
acusar o outros de me ter agredido ou ter provocado,
alegando falsas declarações e dizer que se sente prejudicado,
tentando mudar a nossa péssima situação,
quando tentamos ser melhores que os outros e só damos lugar à humilhação,
achamos errado os outros estares em melhor direcção,
que nós,
e que não existe qualquer tipo de relação,
entre nós, para fazer uma pequena desvalorização,
das qualidades e das capacidades dos outros , por onde se possa tirar uma simples,
conclusão !!!

... A inveja é como um estimulo do negativismo,
que só por sermos inferiores desejamos aos outros o abismo,
queremos anular a diferença, tirar-lhes o mérito e fazer-lhes querer o seu paralogismo,
desvalorizamos a pessoa que odiamos,
mas afinal percebemos e verificamos,
a ordem moral nas diferenças que experimentamos,
e que conhecemos a pessoa no qual invejamos,
desprezamos a pessoa que é e foi sempre bem sucedida,
soube assumir os erros que fez e ganhou a sua própria autonomia,
no entanto os invejosos vêm ele como um negócio e realizam-no,
não aceitam ser passados à frente por isso hostilizam-no,
aumenta o falso progresso por isso limpam-no,
falsa competição! Enganos de aparências,
mentiras ditas â toa ficam verdade feitas pela experiências,
dos invejosos que fazem da má fé uma nova ciência…
“…olhai com olhos sem pensamentos reservados e dar-vos-ei conta de que admirais
alguém que não o merece. Que não é melhor do que vocês nem do que Eu…”
…mas a inveja é grande por isso muitos querem aquilo que é meu e teu
não se contentam com o que têm, querem que tudo que não seja seu
mandar os invejados abaixo satisfaz a nossa agressividade,
desvaloriza a pessoa que nos incomoda pondo em causa a nossa própria dignidade?
Feitos mal conseguidos dão alas a uma falsa verdade,
mas acabamos por cair na realidade,
quando a outra pessoa nos causa dor,
mas apreciamo-la e reconhecemo-lhe o seu valor,
tornamo-nos desanimados, … um observador,
criamos hipóteses e esperamos um dia ser vencedores,
ter raciocínios objectivos para nunca nos sentirmos inferiores,
sermos nós próprios, nunca invejosos,
neste mundo de gananciosos,
no Sem nexo da inveja…



Escrito por: Ricardo Jorge Santos Lourenço __/__/2004

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A vida não é um sonho...


A vida não é um sonho...


A vida não é, nunca foi um sonho, a vida é pura magia de plagio da insanidade, a vida é aquilo que fazes, não é aquilo que sonhas. A vida é um poço de merda em que és enganado por aquilo que não existe, por aquilo que te dizem ou pelo que te põem na cabeça, porque achas que vais conseguir um dia!!
Assim é a vida, aqui fala-se D'o outro lado da realidade, daquilo que afinal és, não do que sonhaste, não daquele rei que um dia teve tudo o que quis ter. Aqui mostra-se aquilo que jamais irás ser,... Alma já teve quando a indolência o impossibilitava de ver a real, porque a fantasia é maior, e quando acorda o empurra para baixo, no final o sonho é como uma folha de papel que acaba rasgada ao meio e deita-se fora... há algo que também temos e não deitamos fora...o passado, é irónico porque parece como um chip de computador, mas que tem vírus, está colado ao corpo, aquele em que não nos orgulhamos pelo que foi vivido, porque não dá para deitar fora, está marcado, cada vez que fechares os olhos para dormires ele virá sempre, mesmo quando pões na cabeça que tudo tem que ter uma solução por pior que seja.... Sabes quando projectas algo?? E o tempo faz crescer a mentalidade?? A maneira de pensar? Tudo é revivido em apenas rabiscos que te atormentam a cabeça, chama-se ponto remexido. Então lembras-Te de tudo que Tu passas-Te, dos dias em que choras-Te por impotência, dos dias em te magoas-Te, nos dias em que choras-Te porque sentias raiva daquilo que vias!! Daqueles movimentos verbais que Te eram extremamente bruscos!! Parvos por ironia!! Otários por natureza, porque a violência marca a mente, as dificuldades inaceitáveis que teimam em crescer, as más decisões que fizeram ir tudo por água abaixo, e perguntas, porque raio aquilo foi acontecer, porque raio alguém se assume maior para dar opinião quando pudemos ser todos iguais para no final chegar a um consenso. Em vez de tentar mandar tiros para o ar para ver se faz ricochete e acertar em que não tem culpa nenhuma, LOL É IRÓNICO, tenta-se assumir superior!!...mas que mesmo assim há sempre bons momentos, há sempre sorrisos, comida na mesa, e uma caixa de TV que aumenta na inércia porque a violência global está do outro lado do ecrã. Ahahah!!

A vida não é um sonho, não me canso de repetir isto, nem de me lembrar disto, não me canso de colocar isto na cabeça, uma vez acreditei em Walt Disney, mas passado anos percebi que afinal as pessoas morriam e não voltavam a aparecer, não era banda desenhada e finalmente acordei. Uma vez acreditei em magia, mas o tempo mostra que tens que trabalhar no duro para pores comida no garfo, porque o dinheiro não sai da cartola como o coelho,... ou então como em qualquer lado da rua, ou avenida por maior que seja, ou mesmo qualquer saída de metro, que é o melhor sitio para te criar o momento de raiva pela tua incapacidade que se torna ódio, só porque alguém te tirou o que te custa tanto a ganhar e tu nada podes fazer... foste roubado! Consegues melhor??

A vida não é um sonho só porque achas que encontraste o amor da tua vida, assim de chapa percebes?? Isso não há... Porque tudo eram rosas, tal como o mar, quando bate numa encosta ao iniciar uma praia, e o mar de rosas...lol virou apenas água que acabou por secar. Lembra-Te, Tu beijaste o desconhecimento de uma revista sem saberes o que lá estava dentro, sonhaste e PUMMM!! Agora vives metade do desconsolo, o sonho que tinhas e o projecto feito? Foi tudo com o vento, se fores mais fraco acabas por te auto destruir, porque deixas de gostar de ti, absolutamente preso ao passado..."lembra-te que ao longo da vida existem pessoas que nos marcam, que quando nos fogem, nos podem levar um bocadinho que pode significar tudo", já escrevi isto antes, pura ironia... um coração despedaçado, na próxima vez não voltarás acreditar em sonhos.

A vida não é um sonho, é uma fábrica de tudo o que se passa e passou à tua volta, do que eras e do que pensaste ser, daquilo que és hoje, porque te sentes forte para vitoriar sobre as derrotas de antes, porque cresceste, mudaste e apesar do que se aconteceu antes, é uma lição para ensinares o teu amanhã...

lembra-te a vida não é um sonho...


Escrito Somente por: Ricardo Jorge Santos Lourenço
Lisboa, 21 de Janeiro de 2009

domingo, 18 de janeiro de 2009

Chico Xavier

Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas modificas aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave das tuas atitudes.
Não reclames nem te faças de vitima, analisa e observa.
A mudança esta nas tuas mãos, reprograma a tua meta.
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguem possa voltar atras e fazer fazer um novo recomeço...
Qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim!

"Chico Xavier"

contributo de: Patricia Sousa

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sonhos Desfeitos 3ª parte

Sonhos Desfeitos 3ª parte

Uma criança no hábito ganha aquela rotina
de ser explorado nesta puta de vida!
Oferece o seu esforço, mas nada recebe em contrapartida
são situações denunciadas numa realidade difícil de ser convertida
gera perturbação na educação,
maus comportamentos, provocações sem intenção
dia à dia roubar para passar o pesadelo da exploração
é iniciada uma nova associação
para ajudar aqueles que esperam à muito pela sua libertação
mas não tem qualquer tipo de actividade, expectativa
sem qualquer tipo de objectivo, sem qualquer tipo de iniciativa
não é vergonha nem desgosto
mas em relação à inércia todo o ser humano já está exposto
porque para arranjar solução para este problema não se levanta um único rosto
não conseguem fazer nada, ajudar uma criança que está num mau posto
onde gera riqueza e dinheiro com situação escuras
mas que sirva de exemplo para gerações futuras
porque muitos explorados, não têm casa vivem nas ruas!
Não conseguem melhores condições e a degradação é nua e crua
não têm alternativa, já não conhecem a sorte
acartam coisas de grande porte
não dá para fugir disto, levam logo corte,
a mente fica em dependência
uns criam ser médicos para um dia na sociedade ter a sua própria influência
outros juizes para que a justiça nunca entrasse em decadência
praticar o bem e ganhar experiência
mas tudo acabou… meteram-lhe uma barreira à frente e o futuro foi o vento que o levou
uma coisa difícil de ultrapassar e o momento das forças pifou
e com um simples toque subtil
foram puxados para o inferno da exploração infantil.

Escrito por: Ricardo Jorge Santos Lourenço 15/04/2004

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Atenção

ATENÇÃO!!


para ler o desconsolo, será necessário ler primeiro, o Autodestruição 1ª parte, para que faça sentido na vossa cabeça.


O Desconsolo


Ricado Lourenço

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Autodestruição 2ª parte


O desconsolo


Está é a pior parte,
Momento de desespero, gritos de choro que a autodestruição considera arte,
Não vale pensar de outro modo, isto arde, tudo acabou a autodestruição vem buscar-te,
Nasceste, sim Tu criança, Eu sou um bloco de notas,
Sim tu, que te agachas, no chão, tosses, choras e te desmontas,
Sim tu ser, agradece à tua merda de mente a mascara que tu montas,
Sim ajoelha-te, a autodestruição começou a agora, a que tempo Tu remontas?
Noites de insónia, ataques de desespero, horror pelo que pode acontecer,
A angustia encosta-te a um canto, para as lágrimas te julgarem pelo que nunca soubeste ser,
Os pesadelos diurnos invadem a mente com a palavra “culpa”sempre a estremecer
Noites inteiras acordado de debruço da cabeça sobre os braços, numa hora otária,
Sim Tu ser, Chora a incapacidade de mudança de atitude e derrama a inércia sobre a secretária,
Sim Tu ser, que não te sentes capaz de tomar qualquer decisão e apenas ficas sentado nessa cadeira,
Sim tu, que mais sonhas do que realmente fazes, mostra o teu sangue porque já morreste da pior maneira,
Lembraste da parte de pensares se tens amigos, mesmo amigos? Isso é pura brincadeira,
Porque não sabes se são neste momento, olhas para tudo o que vives… o que viveste e perdes a estribeira!!
Tudo o que aconteceu foi paleio, amor e ilusão??? Interrogas e questionas até perceberes que ambas a palavras somadas no final dá desilusão,
À tua vida, chamas de praga, até de odiares a ti… a tua podre física constituição.
Arranhaste, mordeste, lembraste que a vida te trouxe foi só uma mera frustração,
Todos os dias perguntas “porquê?!!” fazes lembrar o pobre o coitadinho!!
Se tu deste o que o que podias de ti, tentaste o melhor que pudeste e quando queres ajuda,
deixam-te sozinho!!! Queres alguém??? Não há…quem antes tinhas…desapareceu…tudo o que disseram antes foi sofismo!!!


São 3:19 da manhã a escreves palavras sem nexo, porque agora estas consumido pelo desconsolo…um sonho em que estas autodestruído
…um ser, uma alma, algo que existe em morte, em vida??? Não!! morreu só, no verdadeiro silêncio,
Uma alma presente mas não fala, não diz nada, está presente, no sentido ideal da palavra, … deixa de ser sonho.
Acordas todos os dias, mas não te sentes, lavas a cara e tudo seca sem estar realmente molhado, nunca chega a molhar…não há nada para molhar…
O espelho mostra uma invisibilidade muito real, uma existência inexistente… uma simples contradição,
Tudo parece tão claro quando tens a certeza do que não és…
Tudo para tão incerto quando não és aquilo que foste.

No final é bom porque morreste psicologicamente…
No final deitado na cama…morto… alguma voz, lá no fundo da tua mente, vai-te dizer ACORDAAAAAAAAAAAA!!!
E te vai mostrar que após tanto sofrimento…. Vais acordar…e talvez renascer.

Quem sabe… um dia

“Devemos ir buscar a coragem ao nosso próprio desespero.” SÊNECA


Escrito Por: Ricardo Jorge Santos Lourenço 27/11/2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Aquilo que eu nunca disse


"A minha verdade"

Aquilo que eu nunca disse, vou dize-lo agora,
Vou dizer aquilo que está fechado, porque chegou a hora… de dizer aquilo que sinto;
Dizer aquilo que me mata e me provoca muito frio,
Que me faz transpirar muita dor como se fosse um rio,
Por vezes coisas feitas antes também nos magoa,
Infelizmente há coisas que muito contribuíram para que a minha vida não fosse boa,
Nem sempre tive aquilo que quis,
A vida fez-me ser uma pessoa fria, esquisita que por vezes nem sabe aquilo que diz,
Por vezes não consegue dizer aquilo que pensa,
Aquilo que eu nunca disse, é que tento por vezes ser igual aos outros, não dá parece doença!
Muitas vezes eu pensei que a falta de dinheiro em casa seria sentença!
Que a porcaria de merda de vida que eu tinha não era da minha cabeça!
Era real, que me causou muito sofrimento,
Toda a minha experiência de vida não é grande, mas reflecte-se com as pessoas no meu comportamento,
Aquilo que eu nunca disse, é que por vezes eu faço o meu próprio julgamento,
Aquilo que eu nunca disse, é que por vezes gostava que muita coisa fosse diferente,
Infelizmente tenho a mania de gostar de pessoas que por mim nada sente,
E não irão sentir,
Aquilo que eu nunca disse, é que às vezes não vou para onde quero ir,
Aquilo que eu nunca disse, é que muitas vezes penso em desistir,
Aquilo que eu nunca disse, é que por vezes fujo da realidade,
Que por vezes tento fechar os olhos à aquilo que sou, mas quando abro vejo a realidade,
Um rapaz que não tem força de vontade de acreditar não vai querer viver nesta sociedade,
Aquilo que eu nunca disse, é que muitas vezes não consigo expressar aquilo que queria,
Aquilo que eu nunca disse, é que quando quero falar parece que se cria uma mialgia,
Fico completamente atrapalhado, muitas vezes dizem que é mentira,
Não sou conciso muitas vezes nas coisas que digo,
Aquilo que eu nunca disse, é que agora estou perdido,
Aquilo que eu nunca disse, é que há coisas que eu não consigo compreender,
Porquê que é que para muitas pessoas serem felizes tem que fazer os outros sofrer??
Aquilo que eu nunca disse, é que a vida me fez nascer nas costas num sobressalto,
Fez-me ser pequeno, mas por vezes a minha mentalidade leva-me bem alto,
Esta experiência não é coisa má é um facto!
Nunca fui o que realmente quis
Um rapaz normal, a ironia deu-me mentalidade estranha, negra diferente de branca como pau de giz,
Aquilo que eu nunca disse, é que é irónica ver famílias mostrarem o que desígnio de feliz…
Quando perdem a confiança nos parentes e fazem o que a agressividade diz…


Escrito por: Ricardo Jorge Santos Lourenço

Lisboa, 15, de Novembro de 2006

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sêneca


“Os desgostos da vida ensinam a arte do silêncio"
"A coragem conduz às estrelas, e o medo à morte.”
“As dores ligeiras exprimem-se; as grandes dores são mudas.”
“Devemos ir buscar a coragem ao nosso próprio desespero.”
“Os males de que foges estão em ti.”
SÊNECA

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Autodestruição 1ª parte



INICIO DA 1ª PARTE

A ironia

Nasces-te, tornaste homem e foste criado, vives mas não sabes o que fazes, constróis a tua autodestruição! És uma criança que nasce, ao longo da vida existem acontecimentos que te tornam melhor, ou melhor criam, fabricam-te não tens experiência... auto-destroiste. A tua criança que mora em ti faz-te ser imaturo a ponto de pensar mal pensando que tudo corre bem, ERRADO! Um mundo cor-de-rosa onde a felicidade não é absoluta, criancinha não é feliz, mas vive o dia à dia à custa humildade, fragilidade mental, pura ignorância e cepticismo próprio!! Tu és um ser, cresces-te, parvo como todos, totalmente inocente e completamente abstracto, incapaz de distinguir o bom do mau, a essência de uma vida caracteriza cada acto; um sorriso de surrealismo tenta-se mostrar apesar de afundado,, Uma vida que não é boa mas tenta-se o melhor, vives para esconder o pior; não é felicidade mas há divertimento, ganha-se amigos, um abstracto superior, levanta-se um pouco a auto estima, passado dias vem uma cena irreal a que chamam de amor; momentos de alegria, cumplicidade e de ilusão ao redor... tenta-se mudar personalidade, comportamentos e tudo um pouco. Querem brincar?? Então pensem...numa pessoa que acredita na vida que tem, miseravelmente não acredita que a vida pode mudar, Consegue ver uma luz... algumas coisas correm bem, outras lutam, ele corre para ver a luz, aquela no túnel que no final fundiu... As lembranças do passado arrasam o futuro, mas faz crescer a mente... Força vida, conhece sensações, tem emoções e num fundo tão grande consegue sorrir.lol Vence batalhas nos objectivos, tudo parece bem encaminhado para algo feliz e num ápice de inconsciência e ingenuidade, tudo acaba, tudo se desmorona...uma voz grita: ACORDAAAAAAA!!! OLHA PARA O QUE ACONTECEUUUUU!!
tudo desaparece, sonhos, fantasias...o que é perfeito...simplesmente a vida...
Vamos ao que realmente interessa...o interior desconsolo!
O ser percebe que tudo é mentira na sua personalidade, olha horrorizado à sua volta...o que vê??? LOL é irónico, não vê nada, todas as imagens de alegria de antes, parecem bocas a rirem na sua cara!! LOL é irónico todas as pessoas que lhe dizem " Bom dia" na rua parecem que gozam com ele ah!ah!ah! LOL é irónico o desconsolo virou a tua vida...

Cada dia que passa, uma voz bate-lhe na cabeça... parece que lhe esmaga o cérebro a pontos de ele gritar, nãooooo!!! desculpem, estava a mentir sem querer... eu consigo ouvi-lo gritar, portanto ele, berra e chora ,olha para o nada...mas o que vê ele???? Somente imagens que vêm do passado... Passo a explicar:
Coisas que matam por dentro uma alma que não tem alma....completamente controverso nesse esquema. Todos os dias o ser chora a sua ingenuidade, a sua inconsciência e maltrata-se constantemente... entra em desespero, despreza-se provoca a sua autodestruição...


FIM DA 1ª PARTE...

Escrito por: Ricardo Lourenço

Lisboa, 28 de Outubro de 2008

Já não te conheço

Já não te conheco... Como e que isto aconteceu? Inercia... Solidão... Odio... Raiva... Todo um misto de sensações estranhas para mim...

Apatia...

Como é que o ser humano e capaz de odiar tanto? Como é que não conseguimos perdoar? Será que e porque não conseguimos perceber o porque de certos acontecimentos?

Como é que o ser humano e capaz de amar e odiar a mesma pessoa?
Será que sentimos a fala dessa pessoa ou a falta de alguem?
O odio alimenta, e o amor? Alimenta?

Será que existe mesmo?

Não será um mito, um fruto da nossa imaginação que sentimos quando alguem preenche grande parte dos nossos requisitos?

Quantas vezes nos atiramos de cabeça, caimos e batemos mesmo no fundo? E para pior pensamos que não podemos descer mais, e é exactamente que algo acontece e pimba... Lá estamos nós, em plena queda livre, a pensar que afinal ainda podemos cair mais... e mais.... e mais...

Mais vale nem arriscar, não vale a pena...

O ser humano tem uma capacidade espectacular para andar com a carroça a frente dos bois...
Vivemos rapido demais... tempo não falta, porque e que agimos sempre de cabeça quente?
É mais facil seguir aquele caminho...

O caminho Banal...

Já passei por muito como muita gente... e nunca passei por nada comparada a certas e determinadas situações...

Mas quando nos toca na pele e que é...
A nossa personalidade e moldada de acordo com as situações e experiencias vividas...
Achamos que somos grandes... poderosos... mas quando chegamos a casa, aquele vazio toma conta ate da mais pura alma...

As lagrimas escorrem solenemente pelo rosto...

Até o mais forte derrama do proprio sangue... Afinal.... Mais vale dor no corpo que dor na alma...
Olhamos para o espelho e não vemos nada... Não há imagem reflectida...
Chega a morte... de masinho....
Estas insano... não consegues pensar... Estas derrotado...

Ela veio te buscar... Queres ir?
Anda eu vou contigo...
Não tenho medo e tu? Tens?
Vamos fazer uma viagem que não tem volta...
Anseias por isso que eu sei... eu tambem...


Escrito por: Catarina Carmo

http://darkroyal.blogspot.com/

Lisboa, 28 de Outubro de 2008

domingo, 19 de outubro de 2008

Negativismo 3ª e ultima parte

® O negativismo é toa grande como o individualismo
desde a inveja ao racismo
tanta falsidade ninguém irá escapar ao abismo!
Já referido mas é este o meu protagonismo
julgar! Quem preconiza o comunismo
[quem] tenta ajudar o povo com hipnotismo
[quem] tem a mente cheia de paralogismo
[quem] tenta abafar o hip hop com o materialismo
já devias saber que a falsidade e mentira são como o paralelismo
semelhanças completas, não há diferença
desespero quando não há comida nas dispensa
nós sofremos agora, mas ele irão saber o sabor da sentença
quando subir a verdade e der lugar à diferença
eu não sou sensível a ameaças e criticas por isso dou lugar à ofensa!
A política já é falsa e as populações estão cada vez mais carentes
se não apanham a merda da droga como querem que não haja toxicodependentes?
Não fazem nada e a população com cada vez mais indigentes
e eu pergunto-me o que é que se passa?
Se para uns corre bem, para outros tentam não cair em desgraça
morando em barracas sem saneamento básico, no tal bairro social
são tratados como lixo num aterro vivido à escala mundial
isto já é problema antigo nesta terra chamada Portugal
®a minha ideia sobre tudo mudou completamente
problemas como a droga vejo sempre normalmente
é o negativismo usualmente
futuro já não existe, mas toda a gente dele se torna dependente
o racismo emerge só porque um tipo viu outro de outra cor diferente
provoca merda, torna-se irreverente
estraga a imagem, mas ele desmente
o negativismo entrou e somente lhe perturba a mente
quando for para o caixão irá continuar com este ambiente
de pesadelo e puro stress
vai morrer estressado e ver tudo aquilo q merece
se fores nisto, é isto que te acontece eu sou anti-racista
não é por um tipo ser de outra cor que é considerado terrorista
mas são detidos por policias imoralistas
advogados que mais parecem juristas
juros tão altos como quem paga a conta a um electricista
que só para cortar um fio mete parcelas até perder de vista
como quilómetros de estradas em alcatrão
onde muita gente sente pela ultima vez a batida do coração
sinistrados morrem mentes inocentes, outras sem precaução
é o negativismo no excesso de velocidade
onde o alcoolismo a muitos tira a vida ou mesmo a liberdade
ou falta de consciência é esta a verdade
é esta a nossa triste realidade
onde muitos foram, por uma autêntica barbaridade… … …

Escrito por: DABLIJOO! __/__/2004


Ricardo Jorge santos Lourenço

Negativismo 2ª - Parte

2ª Parte...

® É uma retaliação e quase não há estrilho
muitos em aflição a praticar o suicídio
Isto não faz sentido!!!
atiram-se de um penhasco ou apertam o gatilho
é o negativismo desta sociedade por vários malefícios
por vários trigos trilhos inimigos
que te aldrabão quando se dizem amigos
manipulam-te como se fosses um simples artigo
de loja que é posto na prateleira e depois é esquecido
é posto à parte, num mundo que já tem o futuro comprometido
até quando é que as merdas dos políticos vão mandar no meu destino?
Com tanta pobreza, o rico é sempre o mais favorecido
parecemos almas vazias a cair para o abismo
a cair na miséria, tudo isto faz parte do negativismo
onde muitos são chulados pela voz de deus
onde dizem que ele existe mas não há nada que o prove
senão, veria quanto o povo sofre
uma vida de sofrimento desde o dia em que nasceu até ao dia em que morreu
quando trabalha é chulado, não vê ordenado
quando não é chulado, é roubado
tudo é feito e nada é investigado
num pais onde a igualdade de direitos é posta de lado
num pais que dizem que cultura é ouvir fado
num pais onde todo aquele que fala a verdade é criticado
não há nada a fazer neste mundo renegado
onde o sofrimento de uns, para outros é aproveitado
tenho 19 anos e nada mudou!
A esperança que eu tinha de ver um mundo melhor acabou!
tanta perspectiva falhada que o tempo não levou
isto está cada vez pior, há gritos por todo o lado
gritos de criança como se um brinquedo lhe fosse arrancado
das mãos onde tem culpa nenhuma mas é considerado culpado,
isto é pecado!!!
manipulação de um ser enfraquecido e aos poucos degradado
onde o “mau” da fita nunca é julgado,
o outro é massacrado e eu desta merda já estou farto!!!
Tudo isto que eu digo tem sentido
num mundo onde me sinto extremamente desiludido
a falta de consciência gira num mundo que anda sempre ao contrário
onde o negativismo te passa por cima e te chama otário
se for necessário, muda esta merda torna-te revolucionário
porque para muitos a palavra igualdade não está no dicionário...

Fim da 2 parte...

Escrito Por: Ricardo Lourenço (2004)

Negativismo 1ª - Parte

Negativismo…

Falo por intermédio criticando 4 anos de sauna
que levaram sonhos jamais realizados por causa do trauma
que afligiu populações já degradadas, fazendo perder a calma
chupando gito, chupando a alma
4 anos de tormento, 4 anos de chulamento
4 anos sem saída, sem nenhuma espécie de governamento!
São 4 anos desgovernados por otários, sem alinhamento
Político, que toda a gente diz ter o conhecimento
de governar uma população que desespera a todo o momento
lutando 365 dias, 52 semanas por um mísero aumento
nem greves nem manifestações vão mudar este comportamento
lutar uma fraca evolução de 0 para 1%
é fraco o lucro para tão estúpido investimento
que é mostrado pelas TV’s
a mostrar a desgraça deste pais, mortes sem saber o porquê.
refundir a corrupção, … onde sofre a população
muitos vivem bem mas são menos de um milhão
são 3 ou 4 reis da exploração, sem qualquer tipo de educação
excelentes de inteligência, mas fracos na igualdade de repartição
de rendimentos que para muitos é uma ilusão!
não chegam a ver um € que seja, só trabalho e a liberdade em supressão
causa insatisfação psicológica, depressão mental,
desespero onde te tapam a visão
perdem o respeito que era a ultima coisa que tinha no coração
a ultima coisa que restava numa mentalidade enfraquecida por uma ilusão
imposta por um estado, que só utiliza a escravidão
não quero ser negativo, mas para esta precoce situação
que só existe escuridão
que quase não tem possível solução
ao abismo que para muitos é a melhor solução!


Fim da 1ª parte

Escrito por: Ricardo Lourenco no ano 2004

domingo, 12 de outubro de 2008

A sensualidade das palavras...


A sensualidade das palavras...


A sensualidade das palavras...isto é simplesmente Belo, nunca se tem que escrever palavras bonitas para dizer a verdade... basta pensar realmente para quem é escrito, é por que se estaciona de verdadeiro,.. não sou sábio, até sou imponentes por vezes nas palavras,.. por vezes agressivo por admiro a palavra que mais doa, admiro a palavra que mais toca num corpo, como se esse mesmo corpo deixasse as letras, que formam a palavra...deixasse as letras percorrerem cada curva dele, transportando sensualidade e erotismo, suor e sensação de nudez...Na ilusão, esse mesmo comboio de letras passaria por todos as partes, sentiria cada toque, cada pedaço de pele, cada gota de suor, cada movimento dado pelo corpo porque se contrai...a mente solta-se sempre porque as palavras são faladas ao ouvido...ou melhor!! o comboio de palavras passou pelo ouvido e deixou lá as melhores palavras e a receita para o resto... porque o resto deixa-se a cargo da imaginação...


escrito por: Ricardo Lourenço, as 16:20 do dia 12 de Outubro de 2008 em

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A noite..

A noite... a noite contem estrelas... tem um céu a que chamam de infinito, A noite...uma mascara pintada de negro, salpicada de pontos brancos a que chamam estrelas... nunca as viram, nem sabem como são, será que são ponte agudas??? Brilham? Realizam os desejos daquelas inocentes e inconscientes crianças que acreditam na ilusão que elas realizam mesmo, mesmo, mesmo os seus desejos mais profundos? Que depois ao crescer se viu que afinal os desejos eram tudo pensamentos e surrealismo! A noite cai quando o dia não alumiar mais uma mente que tenta ser feliz, a noite cai quando a lua se ergue e mostra que também pode dar luz à rua mais negra, porquê? Porque anoiteceu e não há sol. Agora só há uma luz do candeeiro de rua, que mal alumia por onde passa aquela jovem de 17 anos, que se sente perseguida por aquele barulho estranho que ouve em qualquer canto da mesma rua; por mais que olhe para traz nada vê, a noite não deixa... e por onde a correria de gatos e cães abandonados conjugam com pessoas que dormem em prédios abandonados ou em calçada do passeio, o único cobertor é o cartão que aquece imenso sarcasticamente, A noite, tem o absoluto contraste de uma pessoa de gravata que paga para prestação de serviços nauseabundos, ou para uma família que põe todos os dias comer à mesma com imenso esforço porque o pai trabalha durante a noite, não vê a família que tem... a noite tem vida, mas não deixa viver
Escrito por: Ricardo Lourenço

domingo, 10 de agosto de 2008

Friedrich Nietzsche


O homem por mais honrado que seja, será sempre totalmente acobardado a qualquer acto de solidariedade, tudo é completamente abstracto e surreal... apenas apelidado de areia pos olhos.

Tenham vergonha, os macacos não são tão mecanizados, mas são mais civilizados que o ser humano... pelo menos não é ambicioso nem ganancioso...é uma vergonha para o ser humano.


O que é o macaco para o homem? Uma risada ou uma dolorosa vergonha.”
Friedrich Nietzsche

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Tu! E qual e porquê das atitudes? 4ª Parte

Olhos de deus?


“Não posso acreditar num Deus que quer ser louvado o tempo todo”
Friedrich Nietzsche

Tudo começou em 84
Uma feliz criança brinca no que diz ser o seu quarto
É verdade, é um facto, isto das criança já foi mostrado,
A criança vive insciente mas ainda acredita,
Incutiram na cabeça que existia alguém acima da vida,
“Acredita sempre em deus que é o Senhor
Acredita em Jesus que é ele pregador
Eles ajudam-te pai e filho protector”

Foram estas cenas que colocaram na cabeça
A realidade mostrou o contrário, chegou a conclusão que ninguém existe, o resto não interessa
Uma vez para sempre acreditar,
Tanto ajudas-te que agora tenho autoridade para perguntar
Onde estavas quando a minha família te pediu para a ajudar?
Onde estás quando os sem-abrigo nada têm para se alimentar?
Quando faz muito frio nas ruas e apenas cartão têm para se tapar
Onde é que tas quando mais um fica doente?
Quando morrem pessoas a todo o momento?
Pessoas que acreditam dizem que vêm a salvação, no final vêm o enforcamento,
Onde tas quando dizem que vês tudo dos céus?
Só vês julgamentos, para os mais fracos e retiras quem deveria ser réu
Nada fazes para ajudar as pessoas das ruas
No entanto, em Fátima outra catedral, levanta-se com gruas
Com o dinheiro das esmolas, do contribuinte da população
Onde tas quando esse dinheiro podia servir para ajudar quem não tem uma habitação?
Onde tas quando os inconscientes erguem as mãos aos céu fazem rezas?
Fazem apelos por dias melhores a aqueles que tu menosprezas
Quando se arrastam, andam ajoelhados parecem renegados
Dizem honestos quando confessam os seus pecados
Onde tas quando os honesto se tornam ambiciosos
Onde tas quando deverias dar o bom exemplo aos mentirosos
Onde tas quando só há guerras e os inocentes passam a mortos
A tua história conta milagres como nunca se viram antes
Conta pessoas curadas sem medicinas mas as guerras são constantes
Chamam-te rei dos judeus mas de rei não tens nada
Onde estavas quando milhões de judeus na 2ºguerra foram condenadas
Morreram em cameras de gás sendo brutalmente assassinadas
Tu não existes, a merda da religião só provoca ira
Como queres que só haja verdade quando tu és a mentira?...

Fim da 4ª e ultima parte

Escrito por: Ricardo Lourenço 16/04/07

Republicação de uma das minhas maiores obras... já publicada em 2007 neste blogue


Jamais acreditarei em deus....


quarta-feira, 25 de junho de 2008

2ª parte de "Sonhos desfeitos

Exploração Infantil...

(algo que ainda existe, e sempre vai existir...)

®…exploradores não olham a meios para terem aquilo que querem,
iludem os outros com rendimentos que só ele próprios auferem,
há pessoas que querem acabar com isto, mas porquê que não conseguem?
Acabar com uma merda tão pequena mas ao mesmo tempo tão grande,
toda a gente olha para eles como um livro numa estante,
o trabalho deles é continuo mesmo apanhados em flagrante
porque aumentam uma situação já sufocante
para um ser que não merece mas fica ofegante
cansado, e aos poucos degradante!
Sem esperança num trabalho mal remunerado?
O ser explorado, do mundo isolado
não vê um cêntimo do ordenado
falando a verdade com um horário sobrecarregado, como há de pensar se anda atrofiado!
Todo o seu futuro agora é passado
Não chega a ter presente, o cérebro já está maltratado, desorientado, ocultado!
Dum mundo donde nunca há de ser libertado
anda à deriva, sem rumo, mais ou menos transfigurado
nunca esquecer que é explorado!
Uma criança sem esperança não passa de um coitado!
Quando sonha com um futuro
mas a vida decorre e ele encontra-se com o sofrimento puro
mas não há nada a fazer quem diria!
já os putos eram subornados e muitos não sabiam que o mundo existia
é um negocio sujo e para muitos é uma razia

tenho a certeza disso!
Porque para eles os direito humanos não passam de uma fantasia
é como uma cabeça posta à força num gorro
sem nenhum tipo de auxilio, sem nenhum tipo de socorro
cai num vazio
um sitio frio, escuro e sombrio
não há e não tem sentido
alguém gritar e nunca ser acudido
dizer, eu estou contigo, pó que der e vier mas eu sou teu amigo...




Pura ironia dizer que serão salvos...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Vinicius De Morais

Vinicius De Morais disse um dia:

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todo os meus Amigos!! Alguns deles não procuro muito, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida! Mas é delicioso que saibam que os adoro, embora não declare enão os procure sempre!!""

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Oscar Wild



Se tens o afecto de alguém, não lhe escutes só a voz, ouve o sliêncio também.
Oscar Wild.



sexta-feira, 14 de março de 2008

Amigos??




“… Um amigo só é nosso amigo até ao dia em que deixamos de ser útil...”



Portanto lembra-te quem tu queres que seja teu amigo, porque por mais estranho que seja, tem que sempre ser compreendido, não o uses, ajuda-o, isso trás-lhe felicidade, não te afastes, tenta compreende-lo e ajuda-lo, não lhe dês o silêncio, isso provoca mágoa, não o visites sem lhe falar, isso provoca desconfiança. não lhe fales por conveniência, isso provoca ilusão...sê verdadeiro, sê amigo...

Dedicado aos verdadeiramente amigos, aos que se dão como amigos, e aos que são conhecidos e se dizem teus amigos.



quarta-feira, 5 de março de 2008

ODEIO-TE!!

A palavra"Odeio-te", existe em tudo o que dizes,
quando a raiva está nas palavras que exprimes,
está nas feridas que nunca se formam em cicatrizes,
Repararam? eu consegui rimar palavras diferentes com o mesmo sentimento, Ódio!
...
O ódio provem do interior da pessoa que se sente atrofiada por algo que lhe é desfavorável, vem de uma sensação de raiva completamente alterada que está cá dentro, torna-se superior a nós, come-nos, consome-nos por dentro.
Torna-se um nó na garganta completamente insano do aspecto metafórico, não há cura, é irónico!! Faz-nos sentir repudio por algo, é criado alguém que não faz parte da beleza do ser!!
Normalmente, a beleza do ser desaparece quando mete-mos na cabeça, que tudo faz parte de um plano contra nós, ganhamos raiva e se existe razão pura... não a vê-mos...
Vamos fazer uma suposição...
Ódio começa quando uma singela pessoa deixa crescer uma sombra sobre si mesma, que lhe cria uma opinião deturpada sobre a real, que lhe deixa completamente cega e presa, ... nada mais se vê, não se consegue pensar, apenas o choro invade a alma, consegue-nos encostar a um canto com raiva choramingueira. Faz-nos ter atitudes irreflectidas ou por vezes completamente estúpidas, mostra a nossa incapacidade de reacção, mas isso não interessa, porque a sombra mostra o lado mau, o ódio que está dentro de nós, o medo... Odeio-te é uma atitude, é o sentimento de frustração e o surreal...



sim, o surreal é nada mais que o sentimento de frustração, porque Odeio-te a ti!!
Tu! sombra negra que estás em mim, e me fazes ser o que não quero;
Odeio-te, por me envolveres quando não preciso;
Odeio-te, por me obrigares a gastar palavras a descrever a tua absoluta ignorância!!
Sim, Odeio-te, pelo que me fazes quando eu quero ser alguém e aprender a viver;
Odeio-te, por me fazeres sentir falsas sensações e emoções;
Odeio-te, porque me fazes chorar nas horas vagas em que quero sorrir e não consigo;
Odeio-te, porque me queres entristecer, tentando-me atropelar com imagens que me causa insegurança;
Odeio-te, porque me tentas enfraquecer enegrando o meu dia;
Odeio-te mais ainda, quando tenho a certeza que não gostas das minhas palavras, porque te sentes ofendido;
Odeio-te mais, porque sentes forte com a minha fraqueza;
Odeio-te mais ainda, porque todos os dias queres lutar contra mim,
Mas admiro-te, porque, tenho a certeza que sempre me irás dar força para lutar contra ti;
Admiro-te, por saber que estás presente ao mesmo tempo que te Odeio por me atormentares a cabeça, por não me deixares descansar;
Odeio-te, porque me pores em pânico e fazeres mal à minha alma,
Admiro-te, pela tua extensão, e porque sei que um dia vou conseguir ter vida em mim,
ter algo que me faça crescer...

Mas Odeio-te, por existires em mim, e por fazeres ser quem sou!!!!!!!

Odeio-te pensamento...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Tributo a Fernando Pessoa



1. “…Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples. Tem só duas datas, a da minha nascença e a da minha morte…”
2. “…ser poeta não é uma ambição minha, é a minha maneira de estar sozinho…”Fernando Pessoa


um idolo...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Jogo de xadrez




Já te sentis-te manipulado???
Então considera-te um Peão num tabuleiro de Xadrez..

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Mediocridade profissional.

1ª parte...

*A vida é como a monotonia, é esta a sociedade retrógrada que vivem estes seres. ... Aqueles que se designam de seres humanos, ou melhor, pessoas! Têm mentalidades estranhas, refundidos num sistema completamente hipócrita de sorrisos, acenos falsos com membros de 5 dedos, ...4 membros e 20 dedos, fantástico não acham?? Costuma ser do tipo; Oláaa tudo bem? Sim e consigo?? Também, e como vai a vida???blá,blá, blá, e lá vai um acenozinho agitando o membro de cinco dedos, desculpem esqueci-me de dizer que se chama Mão, até dá vontade rir. A mediocridade revela gestos individuais de ganância, capaz de ultrapassar até quem mais ama, é uma forma de subsistência para o lambe-botas conseguir o tal cargo que dá férias naquele pais paradisíaco, tudo pago pelo novo cargo, reparam?? Repeti a palavra cargo! A mediocridade revela que estes seres, (aqueles que se chamam humanos), quando estão no estado normal, são completamente insanas, conseguem arranjar 1001 desculpas para não entrar na mediocridade, conseguem-se fazer de vitimas para terem pena deles, isto quer dizer, tornam-se medíocres para conseguir objectivos....o SENTIMENTO DE CULPA, não existe...os seres a que passei a chamar de Humanos, porque já me disseram que não Sou... A Mediocridade estende na mentira falada pela aquela pessoa que sente um negro à sua volta, porque os olhos choram medo, está no grito pela boca que raramente é ouvido pelos mais fortes...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

frase de ...

“As pessoas sensíveis, não são capazes de matar galinhas, porém, são capazes de comer galinhas…”
SOPHIA DE MELLO BREYNER

domingo, 6 de janeiro de 2008

ESTADO VEGETATIVO




Vegetativo, quase igual a um vegetal ou seja, praticamente inerte, estado de saúde de pacientes que são mantidos apenas por aparelhos, por já não apresentarem resposta a quaisquer estímulos, mas que ainda não apresentaram sinais de morte cerebral, é o lado mais negro da obscuridade, uma pessoa já não pensa, nem tem capacidade para assumir qualquer corpo na nesta sociedade corrupta, um ser que não pensa, não existe psicologicamente,apenas é uma matéria pálida de olhos em bico, que desespera por morrer a qualquer minuto, por qualquer movimento que seja de esforço, limita-se a fazer aquilo que os outros mandam, é um objecto manipulado porque quem tem gravata... Morte cerebral, é incapacidade de pensar, ou melhor ... não há pensamento, o estado vegetativo leva a sensação de desespero ao máximo, porque cada momento atingido pela visão é como uma sensação de sofrimento puro, é a nojice da vida, é a noção de excremento a ser levado por um escaravelho, é o querer falar mas da boca só sai cordas que te apanham o que realmente pensas....igual ao Momento de Agonia?? Não!

não há reação... ... ... apenas o cerebro está morto.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Momentos de Agonia


Momento de agonia está dentro de nós, dentro de um corpo de carne que apodrece numa voz calada, que não explode, atropelada pelo sofrimento interior, que lhe coze a boca quando é atacada pelo desespero que a faz encostar a um canto, cortando os pulsos ou se enforcando quando a cadeira cai está morta e é tarde de mais!!
Momento de agonia, é aquele que a criancinha sofre porque tem 5 irmãos e é obrigado a dividir um pão com todos, e no final resta migalhas!! No dia a seguir tem que ir trabalhar, porque o pai coça os tomates no sofá a ver TV completamente inerte em consciência...
Momento de agonia é aquele que sofre... quem é violentado por dentro, interiormente é dor,...é aquele sofre no instante em que o sangue se esvazia porque estava no lugar errado na hora errada e uma bala deu morte.

MOMENTO DE AGONIA, é a solidão, o negro do dia, é o acordar monótono de cada dia, é a sensação de desprezo e desespero total, é o estar num percipicio e não saber o que é dar um passo atrás, é gastar gasolina sem sentido e parar ao pé do cabo da roca e pensar é aqui que tudo vai acontecer. É deixar de acreditar em si próprio, é o olhar negro que se torna, é a insensibilidade que cresce, é uma mão que é trazida ao pescoço e odiares-te a ti e pensar que não vale mais a pena...

Momento de agonia é saber que tudo aquilo que queres, desejas, sonhas, se destroi porque não tens a puta de uma auto-estima que te ajuda em pouco que seja...

Aí, dá-se o Momento de agonia...

Escrito por : Ricardo Jorge Santos Lourenço

Frases....

"A coragem conduz às estrelas, e o medo à morte.” Séneca

Antonio J. Lourenço Construções