Na 1ª pessoa

Considero apenas momentos de raiva e agonia...Considerem se quiserem, textos e pensamentos, pura opinião, porque fui um monstro, já sofri muito, já menti para ocultar o que sentia, já chorei, já gritei por desespero e por me odiar, já senti medo e tive na merda, já escrevi o mais horrível em relação ao sofrimento; sou um monstro quando quero, raramente confio em alguém, tenho mau feitio, sou mau hurmorado e raramente sorrio! Adoro escrever para diminuir a retórica sofista; sou muito transparente sobretudo na escrita. Tenho muita experiência de vida e sou ingénuo; sou demasiado crescido; não elogio para agradar, tem que merecer! Sou arrogante,sou demasiado sincero; não gosto de pessoas que têm a mania que sabem mais que os outros quando nem eles sabem o que falam; não suporto futilidade, paralogismos e sofistas; não tenho paciência para regras de etiqueta nem moralismos; não gosto de perguntas parvas; não tenho paciência para ser simpático e sorrir, repudio narizes empinados e pessoas vendidas;observo e julgo; valorizo muito os meus ideais. Um dia, entreguei-me à escuridão, estou num buraco negro, neste momento conheço o melhor da vida da pior maneira, tenho muito a aprender; não sou perfeito, não quero ser. Quero ser alguém, quero lutar, aprender, compreender e viver,aumentar o nível de sapiência até que um dia eu tenha como Maquivel, Kafka e Fernando pessoa...

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

abuso verbal



O abuso verbal também pode ser aterrorizante

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Nu e cru


Nu e cru

É puramente nu e cru, que estes momentos inteiramente existem e eu comprovo-os todos. É puramente nu e cru, que estes momentos rompem-me o corpo quando os meus dentes serrados me fazem sentir aquela dor picuinhas e horrenda, perante a inercia do meu cérebro em trabalhar. Obrigas-me a isto hoje e nesta maldita hora. Neste momento, são 1:02 minutos da madrugada e sinto um vazio na cabeça que me aterroriza a alma, sinto longe o meu descanso mental tal como a minha capacidade de resistência física. Tenho ódio das lágrimas internas que me escorrem na cara, sabem-me a sangue quando se mistura nos meus lábios mordidos até à carne. É puramente nu & e cru, que o gelo e a água gelada da banheira, me permite sentir a traqueia a dar um nó em si mesma. Um nó bastante apertado que mal consigo sentir a minha respiração quando o gelo que boia na água me toca na pele. Não lhe sinto o calor… não sinto meu calor habitual e se calhar, são as minhas mãos que me apertam a garganta. Elas agarram nos meus maiores medos e receios colocando-os mesmo a minha frente. Desde as 1:40, passaram-se 25 minutos, sinto a merda do chão frio a violar-me corpo, ultrapassa-me a roupa, sinto as minhas unhas roídas a arranharem-me a cabeça, os meus cabelos a serem puxados com tanta força pelos meus dedos que até me faz gritar a raiz. Tudo isto num barulhento elevador, eu sou mudo nele, parece a minha prisão!

São umas malditas 2:13 não consigo sentir o metal das chaves segurado pela minha carne, não me sai da cabeça pensamentos de toque quente e bruto, de insanidade e mistura de corpos, memorias e pedaços vulcânicos, sanguinários e sangrentos que é precisamente o mesmo e que me fazem gritar. A ironia de tudo aquilo que eu não tenho e se a minha alma falasse, ela iria dizer o quanto está aflita agora, porque a estrada e o escuro da noite me mantiveram completamente cego nas curvas. Às 3:48, é puramente nu & cru, que o significado da insanidade toma conta dos meus pés e mãos, quando me derruba para comer o pó do chão da boca do inferno. Parecem lâminas que saem para me cortar de desfalecimento, mas que são pedras para me apedrejar com raiva sem qualquer capacidade de luta. Estes momentos existem em mim tanto quanto a inercia me comanda ao precipício, sinto-me totalmente possuído de loucura num conjunto de imagens monstruosas com total insanidade. Uma mistura de tanto sofrimento, alegria, gritos de loucura, não há musica que pare isto perante o choque das ondas. Histeria completa ao mais alto calibre quando se dá um rasgar de roupa nos minutos seguintes em que me sinto totalmente criança! Um suspiro de melancolia, faz-me reparar o som do carro a trabalhar e porta aberta no seu extremo levando os meus joelhos ao chão de terra. São 5:29 e qual é a noção disto? Porque raio me fazes isto mente? Porque te fazes isto Lourenço? No caminho de volta apenas se repara que não ouve capacidade de argumentação, só um olhar a pedir um abraço que não houve.

São 7:45 dia 27 de Janeiro de 2012,

Escrito Por: Ricardo Lourenço

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O jogo

O jogo


Existe um espaço em que a cor roxa predomina, em que o calor abunda num ambiente de luxuria e guloseima. Tudo roxo, numa sala enorme de chão feito com mosaico preto e branco, janelas de vidros enormes com cortinados enormemente roxos e um cheiro de framboesa no ar. Ao centro, uma grande mesa de mármore trabalhada e acompanhada de uma manta de veludo lilás, dispondo um baralho de cartas meio partido meio aberto, tal como o frasco de geleia de framboesa. Este frasco que transborda, sendo derrubado num corpo repleto de prazer entrelaçado num cheiro intenso de vokda Cristal que automaticamente lhe penetra na pele e na mente! Sente-se um sublime arrepiar de pele.





O mesmo roxo dos cortinados, que se estende ao longo das duas cadeiras onde numa delas, tu te encontras sentada à minha frente, olhando-me nos olhos, tentado perceber o jogo que o baralho dita a cada carta que vira. Levanto-me, segundo a ordem que dá a carta, sussurro-te ao ouvido com a minha voz, que espero o mais calma possível, que hoje serás metaforicamente cega, transporto-te vendada para a mesa de mármore. Não te considero submissa, mas ainda consigo sentir no meu corpo, o choque da tua temperatura corporal quente com o frio do mármore, ainda sinto o teu suspiro das tuas cochas nuas na planície trabalhada da mesa, ao mesmo tempo que te alimento com o cheiro de vodka e o meu sabor, aplicando o gosto de framboesa nos teus lábios. Outra carta virada que ordena que sejas completamente vendada, o jogo manda-me colocar as tuas mãos nas costas sendo envolvidas em cordão de seda, fazendo sobressair o teu peito revelando o teu desejo firme neles. Estando eu à tua frente, dá-me prazer sentir o pegajoso do doce da fruta nos teus lábios sendo invadidos pelos meus, corpo junto ao corpo, ao mesmo tempo que derramo um pouco de Vokda para se misturar nas nossas bocas, nas nossas línguas e nos nossos gostos enrolados. Sinto-te inquietante com o aplicar de framboesa no teu peito seguidamente envolvido na minha língua que o acaricia freneticamente, enquanto as minhas mãos descem lentamente o teu corpo submisso até as tuas coxas, para as alimentar de vodka. Mais uma carta virada e sugo-te o álcool que te derrama nas pernas, para o meio das tuas pernas completamente abertas e tens as mãos presas, Lembras-te?






Sentes-te preparada para mais uma carta? Que tal um Ás? Mais um momento de prisão envolvendo as tuas mãos em seda? Queres-me dizer que me odeias? Diz e grita! Mais uma carta virada e o jogo manda empurrar-te sobre o mármore, colocando-te deitada, a tuas pernas abertas e cobertas de doce de framboesa no seu meio sobre a minha boca. Enquanto te acaricio fortemente com a minha língua, sinto o teu gosto e o teu sabor, sinto o teu corpo tremer e pulsar de prazer, sinto a força das tuas pernas nos meus ombros para te libertares, oiço os teus gritos e gemidos de prazer quando eu forçando com mais intensidade ao misturar vodka novamente. Posso chamar de poder? Outra carta virada a que se pode chamar de rei de espadas, uma carta tão forte que me faz erguer até ficar de pé, deixando o roxo da cadeira para trás! Olho-te à minha frente e puxo-te para mim e sussurrares-me ao ouvido ferozmente que me odeias, o rei de espadas permite que te afaste violentamente as pernas para te penetrar e sentir o teu grito de prazer ao mesmo tempo que usas a boca para me morder a pele e carne. O prazer da dor e o ranger dos meus dentes, faz-me penetrar-te mais violentamente até sentir o êxtase dos nossos corpos misturados. Sente-se o suor resultado do calor. Como é sentires-te presa? Enquanto colas as tuas pernas na minha cintura para me prender, há um momento de pausa na tua escuridão da venda que te aumenta o poder, sinto um aumento na tua respiração de prazer acelerada na minha penetração. Dá-se a libertação de um arrepiante estalar de cordas de seda, sinto um violento expulsar do baralho da mesa derrubando o frasco de doce, o erguer do teu corpo e o elevar dos teus braços libertados na direção do meu peito. Sinto-te completamente pegada a mim com as unhas cravadas pela minha pele dentro fazendo surgir sangue, a tua boca colada na minha num beijo fortemente intenso de prazer. Os nossos corpos acumulam uma temperatura tão forte como o açúcar fermenta o álcool, sinto-te explodir num grito tão forte quanto me sentes dentro de ti. Sinto o cheiro da vodka misturado na framboesa aumentar a intensidade do nosso prazer que nem uma puta de carta de baralho consegue parar, num último derramar de vodka na tua boca, atingimos o nosso auge num estilhaçar de vidro quando a garrafa caiu no chão para espelhar o roxo permanente. Após tanto prazer, apos tanto doce de framboesa, sinto o ardor do álcool na tua língua ao lamber o sangue que escorrer no meu peito até as feridas, por ti antes mordidas. No fim me perguntas. Quem controla o jogo? Quem manda agora?





Escrito por: Ricardo Lourenço Lisboa, 16 de Janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Se a minha alma falasse..

Se a minha alma falasse...





São 4:30 da madrugada, mais uma vez dou início a um ato de puro descontrolo cerebral, mas não chamo de loucura, seria demasiado cruel. Posso considerar cobardia direta, sonhar e nada fazer para o ter! Revelar falta de capacidade por objetivos próprios que é alto padrão de consumo para a autodestruição. Destruir-se constantemente é comparação com consumidor compulsivo? Talvez, posso chamar de "Um grito de dentro do meu corpo sai todos os dias. "São 4:49 da madrugada, o corpo dá um laço em si mesmo, contorce-se, cai no chão e enrola-se. Chora!!" Cito e volto a repetir isto, porque, Se a minha alma falasse, gritaria palavras tal como os vulcões fazem com a lava. Queimariam onde quer que tocassem da mesma forma que os gritos também me queimam a garganta, mas que esta não deixa o som aflitivo sair. Se a minha alma falasse, iria falar e dizer aquilo que eu ainda não consigo, iria mostrar-me e despir-me para que soubessem mais que eu mesmo sei de mim. Se a minha alma falasse, iria mostrar com quantas barreiras o meu mundo é feito, com quantas pedras eu construi a minha masmorra e com quanta força a minha alma faz para sair um corpo curvado e ajoelhado, cansado de ser amordaçado pela psicologia própria como o meu. As vezes, já nem dói porque dói sempre, certo?
Outro dia, não sei porquê, mas são 22:22 da noite, um empate, entre horas e minutos, consigo-me lembrar que já tive montanhas de ideais, projetos e ideias; já criei fantasias, perspectivei cenários e realidades, mas por enquanto, só vejo o outro lado da realidade. Se a minha alma falasse, iria gritar, arranhar e arrancar aos pedaços, a minha pele para passar e sair de onde está, de um casulo ensanguentado a que chamo de meu corpo, tal como uma imagem do filme do "Alien". Iria ganhar vida, bater-me, abanar-me, agarrar em mim e talvez acorrentar-me à parede, fixar-me na minha frente e olhar-me nos olhos. Parece que me sinto preso a essa imagem... Um poster, onde dou comigo como disse antes, sentido o frio do aço do prego que me atravessa a pele e penetra na carne, mantendo-me pregado ao chão. Que me mantem estupefacta mente preso! Consigo sentir os meus pés engolidos por gelo sem que lhes sinta o sangue, tal como a minha alma permanece sentada a minha frente com os seus metafóricos olhos vermelhos a olhar para mim. Sinto a raiva que sai deles... Se a minha alma falasse, iria dizer quando está farta-me de mim, quanto está farta da beleza do meu ser, que está farta da minha mente. Se a minha alma falasse diria que a minha maneira de pensar a cansa de parvoíce como um carro engasgado e que preciso de asas para voar e puder gritar. Ainda sinto na cabeça a sua voz seca de morte no meu ouvido, ainda a sinto tossir de quase a ter morto e se ela puder, ela agarra em mim e ergue-me e berra gritos de liberdade para que transmitam movimento e estalos de realidade. São 18:21 do dia 09 de Janeiro de 2012 e sinto a minha alma a abraçar-me sussurrar-me ao cérebro finalmente acordaste, finalmente sentiste dor.

Escrito Por: Ricardo Jorge Santos Lourenço


Lisboa, 09 de Janeiro de 2012

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SUICIDE SILENCE - You Only Live Once (OFFICIAL VIDEO)

SUICIDE SILENCE - You Only Live Once (OFFICIAL VIDEO)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Tive um sonho...


Tive um sonho…



Tive um sonho que foi quase tão real como tudo o que eu faço diariamente, se calhar não era sonho, se calhar era mais que real, foi sentido, emocionante, foi erotismo, uma mancha de prazer que cola e não sai, enrola-me e invade-me por dentro. Tem-me vindo imagens eroticamente explícitas, algo que me faz transpirar e fazer crescer um monstro na mente.

Num lugar algures, no campo calmo, existe uma casa meio vazia meio mobilada, em que todas as janelas estão abertas fazendo soar um vento humedecido com o teu cheiro a ser guiado até mim, indicando a sua origem. Posso-te dizer que isto nunca me aconteceu? Nunca me passou pela cabeça, que o vento me invadisse de uma maneira tão frutívora! Tao selvagem! Fazendo o meu corpo ser guiado até ao quarto dos fundos. É la que a tua voz me sussurra ao ouvido, até a tua respiração sinto, hipnotiza-me e não me sai da cabeça, se calhar não é sonho…

Existe qualquer coisa de inquietante enquanto subo as escadas e chego a porta do quarto dos fundos, uma mulher nua de cabelo negro e meias de ligas da mesma cor, permanece deitada de ar rebelde enquanto me invade a alma. Me chama com os olhos e sorriso selvagem, sinto o meu maldito corpo a arrastar-se e deslocar-se para a mesma cama, poderei ter sussurrado ao ouvido, mas senti-te muito mais perto do que em qualquer momento. Uma onda de erotismo me envolve e sufoca a garganta, sinto o transpirar do meu corpo, sinto o teu corpo colado ao meu, as tuas mãos a percorrer-me, a tua boca quase colada na minha… Subitamente, transporto-te para uma cadeira, sento-te repentinamente colocando as mãos atrás das costas! O teu sorriso rebelde não desaparece para minha irritação, os meus dedos percorrerem a tua boca, as minhas mãos percorrem o teu pescoço, os teus ombros, descem ao teu peito, acariciam-no e sentindo a tua temperatura metaforicamente vulcânica, é mau de dizer?

É tal o domínio de corpo, de sensualidade, é tal a tua invasão em mim, tal o beijo dado na tua boca, é como se uma janela se abrisse de repente com uma rajada tão forte de vento! Ainda sinto o mesmo vento nas minhas costas, no aconchegar da minha língua ao acariciar-te o peito, percorre-lo com a minha língua e sentires a minha saliva quente em ti, tu invades-me. A tua fraqueza fica patente quando exerces pressão na cadeira, e a minha língua descendo, invade o teu mundo no seio das tuas pernas, arrepia-me a delicadeza das tuas meias no meu corpo quando as minhas mãos delicadamente abrem as tuas pernas. Estás habituada a ser selvagem, numa cadeira de pernas abertas, sinto o contorcer do teu corpo como se os teus dentes rangessem e teu sabor invade a minha boca, a minha saliva mistura-se com o acariciar do teu sexo, com o aumentar do teu esplendor de prazer…

Não é nada normal sentir sangue a sair das marcas das tuas unhas nas minhas costas, arranhas-me intensamente num existente culminar de prazer, uma mistura de corpos dá-se num movimento de penetração intenso dentro de ti. Faço gelo descer pelo teu corpo no mesmo movimento forte de penetração, sinto o arrepiar do teu corpo, a contorcer-se do frio que penetra-te na pele, tal como me sentes dentro de ti. Sinto-te a tremer… A tua invasão, fez-me sentir selvagem, o teu cheiro e sabor, fez-me explodir das forças de prazer! Sentir a tua temperatura, fez-me arder e a tua rebeldia fez-te sentir o meu cheiro, o meu corpo colado ao teu. Num beijo dado, ainda manténs o mesmo sorriso com os teus cabelos negros, todo o quarto tem o teu perfume e tudo assim se mantem… num abraço intenso que permanecer por um grande momento.



Escrito Por: Ricardo Lourenço 17/11/2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ghost Brigade - Divine Act Of Lunacy

A folha em branco e a psicologia suicida…



A folha em branco e a psicologia suicida…

1ª parte

Dia 01 de Outubro de 2011, dia em que decidi voltar a escrever. Dia em que decidi voltar a retratar-me e libertar-me outra vez, daquilo que me assola, do que me desgasta e do que me mata. Posso dizer que também podes sentir o mesmo? Existem pessoas assim, sabes? Que quando menos esperas sentes-te assim? Morto? Cansado? Sem capacidade para mais e sem ideias. Tudo se torna tragicamente verdadeiro e simplesmente desistes.

Escrevo a palavra “libertar-me”, no verdadeiro sentido metafórico da cena. A minha mente conheceu esse significado há muito tempo atrás, mas foi perdendo a nitidez do mesmo. Já não conseguia desenhar as letras do meu estado de espírito há algum tempo, já não conseguia utilizar a minha averbação há demasiado tempo. Não consigo compreender o porquê de isto me acontecer às vezes e sistematicamente me ter acontecido. Passei segundos como minutos, minutos como horas, horas como dias, dias como meses e meses que mais se assemelharam anos e quando decidi escrever nem uma palavra saiu! Passei momentos a fio a pensar, lembro-me de estar horas em frente à puta de merda de uma folha em branco e nada! Vazio! É horrível ter a cabeça cheia de letras, palavras, imagens, coisas, cenas, sentimentos e pensamentos, angustia, momentos de raiva e nada sair para o papel! Horas a fio sentado numa cadeira que deixou de ser confortável à muito, de cotovelos apoiados na mesa, dentes a ranger, mãos tapando os olhos, dedos que apertam a cabeça quase partindo o osso da minha caveira e penetram no cérebro! É horripilante o momento a seguir, oiço gritos silenciosos de almas da minha agonia verbal que aumentam a minha paragem cerebral do meu ser mais negro. Já vi imagens em que a minha imaginação era um homem a avançar para o abismo sem qualquer tipo de volta, por mais que eu o puxasse. Por mais que eu tente agarrar as frases e palavras, fazer a caneta mexer para preencher o branco, nada sai, só a água de uma lágrima para humedecer o papel. Sinto as palmas das minhas mãos a empurrar os meus olhos para dentro para me taparem a visão da vida que nem um texto de fantasia consigo escrever! Aqueles textos de príncipes e princesas, que alegram uma parte doce da vida por segundos, não existem são meros paralogismos! O iniciar com “Era uma vez…” não ajuda, não há desenvolvimento de matéria nas letras, não há capacidade para formação de palavras e construção sentimentos transcritos nas linhas, para tanta coisa para dizer numa folha que permanece em branco... (silencio) …Só há suores frios no meio de uma temperatura tão quente, tal o estado da minha mente, tal a raiva, tal o esforço, tal o cansaço de uns olhos fartos de chorar, … a folha em branco é quase semelhante a minha mente. Finalmente consegui escrever.

Escrito Por: Ricardo Jorge Santos Lourenço 14/10/2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

BREVEMENTE

IREI VOLTAR AOS TEXTOS BREVEMENTE...

A MINHA ALMA PRECISA DISSO

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011






feeling
alone, feeling like dying, dying is easy ... can you hear me scream?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Um mail que me foi enviado


É muita pena não haver o hábito de contar coisas positivas!


A contrariar a tendência do que se escreve nos últimos tempos. Até que enfim, que há um Português que diz bem de Portugal.
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"EU CONHEÇO UM PAÍS..."
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista "Exportar"

Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.


Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.


Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os de toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhores vinhos espanhóis.


Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo.

Eu Luís Pirão, acrescento mais uns pontos à lista do Nicolau Santos:
- Eu conheço um país que é segundo em net de banda larga na Europa.


- Eu conheço um país que tem uma capital com eventos culturais fantásticos que fazem frente a qualquer cidade do mundo. Que tem potencialidades turísticas ilimitadas com restaurantes para todas as carteiras e com comida deliciosa, assim como alojamento para todas as bolsas e de razoável qualidade. Basta ir a Londres e ver toda a gente a comer sandwiches no jardim pois a alimentação atingiu preços exorbitantes nos restaurantes.
- Eu conheço um país com uma história ímpar que ligou todos os continentes comercialmente pela primeira vez na história da humanidade no século XVI.
- Eu conheço um país que tem a sua selecção de futebol neste mês de Maio no 3.º lugar do ranking mundial em mais de 200 nações, só o Brasil e a Espanha estão à frente com poucos pontos de diferença.
- Eu conheço um país que conquistou meio mundo no século XVI com base no respeito pelos outros povos, com base nas trocas comerciais, com base na diplomacia.
- Eu conheço um país que venceu os seus compatriotas espanhóis pela força de vontade de um homem chamado Nuno Alvares Pereira e que permitiu a paz para a nação se lançar nos descobrimentos marítimos.

Eu José Lopes, acrescento mais uns pontos à lista do Nicolau Santos e do Luís Pirão:
- Eu conheço um País que está a criar um medicamento que previne e combate a obesidade.
- Eu conheço um País que produz os melhores sapatos do mundo.
- Eu conheço um País que produz os fatos usados na Fórmula 1 e nos astronautas da NASA.
- Eu conheço um País que produz o melhor software de GPS do mundo.
- Eu conheço um País que faz os melhores lasers do mundo, utilizados na medicina e na indústria aeroespacial.
- Eu conheço um País que tem um monumento que tem 6 orgãos, sendo o único no mundo (Convento Mafra).
- Eu conheço um País que produz os adereços utilizados pela indústria cinematográfica de Hollywood.
- Eu conheço um País que tem a maior variedade gastronómica do mundo.
- Eu conheço um País que criou a única palete de cores para leitura de daltónicos.

O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive...


P O R T U G A L !!!!



Mas é verdade.Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo ) .
É este o País de sucesso em que também vivemos, mas nós só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso. É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso.
Vamos mudar a nossa mentalidade para ajudarmos o nosso país que tanto precisa de nós, vamos dar o primeiro passo e falar coisas positivas e optimistas.

Eu conheço um povo que comportando tantas capaçidades de engenho e inovação, não tem a capaçidade de saber escolher governantes, por tal é governado por burros há décadas, isto tb é PORTUGAL.

domingo, 3 de outubro de 2010

Introdução ao Nú e cruz... inacabado


Dia 03 de Outubro de 2010, desde as 21:40 que tentei escrever um texto, e tal como todos últimos dias, sinto um autêntico desconhecimento de capacidade para formar silabas, conjunto de letras, palavras e muito mais grave, frases ou aquilo que chamam de parágrafo. O que mais me ocorre, é saber que não consigo pensar num inicio de contexto, passo horas a olhar para o nada e nada me ocorre. Começo a ficar preocupado com essa página em branco que toma conta do meu cérebro nestas horas de cansaço mental.

Jamais na minha vida pensei ter dificuldade perante isto e é isto que me mata. A troca de hábitos tirou-me o que de mais preciso eu tinha...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

Suicidio


Uma viagem sem destino é um suicídio sem morte, é uma fuga em que o perseguidor é o próprio fugitivo, é se perder para se encontrar, é alcançar o horizonte sem saber que é impossível, e é a única chance de alguém que quer morrer, viver de verdade.

André Kondo

quarta-feira, 26 de maio de 2010

FLASH!


São 3:46 da madrugada, e como sempre, não paro de pensar nisso todos os dias, não paro pensar o porquê de isto me consumir todos os dias! Um autêntico desequilíbrio mental colocado numa matéria que se chama cérebro, que se chama massa, e que está implementado num corpo maltratado a bom uso da autodestruição. O despertador toca às 6:30 da manhã, mas antes o acordar é como um autêntico pesadelo na minha mente, não me conheço, pergunto-me se este corpo é o meu, muitas vezes não sei e desconheço totalmente a existência deste conhecimento. Suores frios e nocturnos que despertam um corpo pálido que transpira um peso em chumbo, os mesmos suores que fazem a mente abrir os olhos em pânico, mantendo-os arregalados e que faz levantar o corpo fazendo-o mover-se sem qualquer capacidade de resposta mental! Um corpo aflito e endurecido, que se desloca lentamente no chão frio sem o sentir, e que inertemente abre a porta da casa de banho, no meio disto não há um único grito... Abre-se uma porta e não há luz, não acende e não precisa, ele também não vê nada! Cada vez que me olho ao espelho, não sei se me vejo, nem sei quem é que está do outro lado do mesmo espelho, já que quando olho, existe alguém que teima em rir-se para mim, ou, rir-se de mim, parece que goza comigo!

-Gostava de te conseguir perguntar, porque és igual a mim?

Apenas são 3:47, e acho que sinto o gelado do lavatório nas palmas pálidas das minhas mãos, parecem como pedra, completamente imóveis, tal o acto de inactividade. Vejo um reflexo, não lhe consigo ver a cara, só um reflexo negro afinal e a minha existência torna-se totalmente irreal. Faz-me bastante impressão este tipo de atitude, de quase paralisia cerebral, braços estendidos e hirtos no lavatório que só me causam dor como ossos a estalar, parece que me sinto pregos espetados e penetrados nas costas das mãos mantendo-as apartadas à cerâmica! Sinto o sangue a nascer por baixo das unhas quando a minha raiva tenta estupidamente estalar o envidraçado! Sinto o eco dos ranger dos dentes como uma lixa, dentro da minha cabeça que não se move perante os gritos do reflexo no espelho, parece que solta perguntas e uma delas é a que eu faço todos os dias... Quem sou eu? Não sei responder, também ninguém compreende.

-Todos os dias a mesma coisa, são 3:48 e tudo o que consigo sentir, é o esticar fortemente da minha carne, dos meus músculos, do meu pescoço para a frente em confronto com o dito reflexo do espelho, que no mesmo segundo faz surgir na sua face um sorriso sarcástico de poder. Quase em conjunto com estes movimentos, o medo toma conta de mim tirando partido também de um relampejar de manipulações psicológicas! O mesmo reflexo permanece do outro lado do espelho, simplesmente quieto, de braços cruzados e sorrindo sarcasticamente para mim... Foda-se estou sozinho! Aquele certo jeito de poder que me olha e me arrebenta psicologicamente. Num ápice, parece que os seus braços trespassam o espelho e agarram a minha cabeça, inclinando-a e abanando-a em todas as direcções possíveis e impossíveis. Parece que sinto a pele a esticar com a tamanha velocidade de violência, mas não, são tudo perguntas, criticas gritos e vozes que falam e adjectivam a minha incapacidade de evolução! Tudo em movimentos repentinos.
-Olha para ti! Pára de sonhar com o gostavas de realizar e olha para o que és! Pareces uma enciclopédia de pensamentos e náuseas! AHAHAH! Chocalha essa cabeça. Vá lá, mistura esse cérebro, não te arrependas do que perdeste e nem do que fizeste ou do que não fizeste! Tu nem sabes quem és, muito menos te entendes como queres entender os outros ou o mundo? Aprende a lidar com as pessoas! Aprende a ser alguém.

O uso e o abuso da negatividade em mim, é um incentivo claro à clarividência do maltratado pessoal da personalidade que eu tanto tento compreender. Depois de tanto tempo com a cabeça num mundo negro, apenas me sinto a cair que nem pedra no chão. Passado o momento de flash, sobe-me pela garganta uma tosse sufocante que me acorda diante do espelho, onde se encontra estampado o meu reflexo cansado. Não há despertador nenhum, eu nem sequer acordei, o que se passou? Após a porta da casa de banho se abrir, Eu olho para trás e continuo deitado a dormir... Foi mais um pesadelo bem real e eu nem sequer me levantei da cama.

23:09 do dia 26 de Maio de 2010



Escrito Por: Ricardo Lourenço

domingo, 10 de janeiro de 2010

Solidão é uma ilha com saudades de barco... abandono é quando o barco parte e voce fica.

domingo, 6 de dezembro de 2009

AVERBAÇÃO FECHADA, ILUSTRAÇÃO


Desenhado por: Domingo Salgado

Momento inacabado de incapacidade



Tive dias a decidir nesta minha sentença, se a fazia ou não, e inadequadamente não se o porquê, decidi escrever tendo nexo ou não. Uma confissão sem saber o que sou ou se sou alguém neste momento inacabado. Não sei qual o resultado ou estupidez que me possa causar, só sei que não tinha o direito de o fazer e como antes chamado, é um simples acto de cobardia directa da minha parte. São muitas as noites de melancolia nesta varanda, em que nada se passa ou passa na minha cabeça, apenas existe um manto totalmente branco, parece o nevoeiro de Silent Hill,... Tudo completamente abandonado, negro e sombrio, oiço assustadoramente no silencio, portões a bater, serras a trabalhar na minha cabeça, por vezes até parece que sinto talhantes a cortar carne como se tivessem num talho, e eu fosse a carne presa num gancho que está à espera de ser talhada dentro daquela câmara frigorifica que tanto me prende o corpo e me congela o pensamento. É mais um momento em que me sinto uma coluna de um prédio como uma bomba à cintura pronta a explodir em qualquer instante, uma bomba que me aperta contra a parede, que me mantém sentado neste chão frio, quase congelado da minha varanda. Horas sentado a olhar e reflectindo sobre o nada, a noite toma conta de mim, espalha-me no corpo, a inactividade e a incapacidade de pensar e reagir, apenas me mostra um sonho bastante real ... Um momento inacabado...

"A pergunta.

Às vezes tens a sensação que és uma ave? Daquelas que têm penas e planam, voam e sentem liberdade, sentem o céu e viajam? Que podem fazer tudo o que Tu não podes fazer. Isto tem nexo?

Às vezes, tens a sensação que andas até ao corrimão do pontão naquela praia que tanto sonhas, daquela areia branca que tanto queres pisar, daquela água transparente que tanto te queres banhar. Que sorriso tão belo... Tens aquele momento de longevidade, o mesmo pontão, que apanhas ou agarras, ou talvez não que ... Quando te ergues e olhas para o horizonte, reflectindo sobre o vazio que observas à tua frente, dobras os dedos para dentro e quando sentes, já não há corrimão, não há nada para agarrar... Merda! O que vês à tua frente, é simplesmente o mar, os teus pés e nenhum chão para pisar, estás a cair!"

Acorda, pah! A temperatura gélida da parede, acorda-me de mais um momento inacabado de puro pesadelo não dando descanso ao tanto grande cansaço mental que possuo. Tortura-me sempre que o sono se lembra de se ausentar de mim, magoa-me a forma como o sono leva o meu descanso, estoira-me a cabeça em cascata de lágrimas quando o pensamento me incapacita de raciocinar, é como se me tivesse roubado a vida, não me sinto a pessoa que um dia quis ser, sinto-me vazio, escondo-me à frente de toda a gente, tenho na minha cara, a máscara que jamais quis ter! Sinto-me incapaz de me entregar às pessoas próximas de mim, a noção de ser sensível até causa-me arrepios e vontade de vomitar, tenho medo de as magoar. Já magoei tantas, é nisto que me tornei, um monstro selvagem que me mata quando fecha os olhos.



Escrito por: Ricardo Lourenço


Lisboa, 13 de Dezembro de 2009




domingo, 1 de novembro de 2009

AVERBAÇÃO FECHADA!



6:00 da manhã, há uma voz na minha cabeça que me critica todos os dias, arrebenta com a minha maneira de estar na vida e grita comigo naqueles momentos, em que fico estaticamente parado, insensível ao todo e ao tudo, como se nada fosse comigo. Essa voz aterroriza-me a cabeça noite e dia...
"Voz"- Sabes Ricardo? Costumo chamar, convivência desmedida entre casos mortos, conheces-te? Sabes o que fazes quando falas? Consegues dizer o que queres quando queres? Consegues ser tu mesmo? Consegues mostrar-te sentimental e dizer as melhores palavras naquele momento crucial? Acorda para a vida Ricardo!
A voz fala-me ao ouvido, acaricia-me suavemente a cara e beija a minha paragem cerebral em todos os meus momentos de convivência, de socialização e pura cumplicidade sentimental traduzindo-os num só! Inércia ou lá o que queiram chamar.
São 09:13 do dia, 31 de Outubro de 2009, por vezes considero-me morto na minha plena imaginação, um simples retrato de mau trato pessoal com olhos abertos mas metaforicamente fechados por dentro. Sinto muitas vezes uma averbação fechada que me coze a boca, assemelha-se a cordas que limitam atitudes, que limitam as minhas atitudes envolvendo-me em inércia perante qualquer acontecimento! Paro no tempo sem qualquer desenvolvimento mental para uma palavra de carinho.
"Voz" - Ricardo, é como veres uma pessoa que sofre a tua frente, olhas, observas mas nada pensas e nada fazes perante o coitadinho. Sentes-te impotente, sufocas, choras por dentro, por vezes metes nojo aos teus próprios olhos, porque deverias ter dito aquilo e não fizeste, até gostavas que os teus olhos falassem e dissessem o que sentem, mas ainda não há olhos com boca na ciência para que pudessem falar. Grande Ironia.
A voz costuma chamar de insensibilidade involuntária perante o acto e mais um grito silencioso!
Não há qualquer razão e não tem qualquer parecença com estupidez, acho-me apenas um caso de desassossego mental em todos os actos de pura insensibilidade que impossibilitam as minhas palavras, quando elas mais deviam funcionar!
"Eu"- Sabes voz, a palavra "porquê", é a que mais existe na minha cabeça, um reles conjunto de palavras onde não consigo ter resposta para a minha incapacidade de expressão, e onde por vezes pára a minha cabeça no tempo... E no fundo? Somente silêncio perante montes de pessoas que se sorriem, riem à minha frente sem de nada se aperceberem e tudo isto me atrofia o meu sistema psicológico. Sabes voz, não gosto de sentir a minha garganta apertada impedindo o som das minhas palavras de surgir ou de sentir uma parede de tijolo que me foi construída na laringe ou na traqueia da minha boca. Não gosto de utilizar uma cobardia directa e ter fugir às questões quando não tenho qualquer capacidade para me exprimir, só porque sinto sangue na minha boca, não gosto de sentir as laminas afiadas do pensamento a invadirem-me a cabeça e fazer-me gritar quando nada sai e apenas explode salina ensaguentada! Sabes voz, não gosto das correntes que me pões na boca, ou da espécie de "trela" que me ergues na língua quando me fazes ajoelhar! Não gosto da tua "convivência desmedida entre casos mortos", vai para a merda e sai da minha cabeça! Deixa-me em paz!

Não há nada mais aterrorizante que os gritos do silêncio Gibran Dias

Dia, 06 de Novembro de 2009

Escrito por: Ricardo Jorge Santos Lourenço.





terça-feira, 13 de outubro de 2009

13 de Outubro de 1984


13 de Outubro de 1984 de 25 anos de vida, data do meu nascimento e de muitos acontecimentos. Um quarto de século, um quarto de vida... Mesmo dia em que a minha mãe nasceu também.
Em tudo o que eu escrevo e por tudo o que eu vivi e vivo, Parabens a mim ou à vida?

feliz aniversario Ricardo Lourenço. Feliz aniversário Mãe.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

onde está a averbação?


Acobardo-me na escrita perante letras e palavras, porque não tenho a mesma capacidade na averbação, não sou capaz de me desmembrar…2:04 da madrugada, mais uma noite acordado a pensar em vão…Vazio como sempre, mais uma oportunidade perdida de sonhar também, a incapacidade de viver e de averbação mostra-me o outro lado do da realidade.


21 de Setembro de 2009 às 2:15 da noite.


Escrito por: Ricardo Lourenço

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

EROTICAMENTE




As paredes por vezes falam-me do teu toque dentro da minha cabeça. Por vezes imagino-te dentro de um quarto, uma simples divisão....Por vezes sinto o teu cheiro à minha volta, invades-me o corpo, inquietas-me como se me tocasses com a mão! Parece que sinto o teu suor a tocar na minha pele quando penso em ti... Nesse ponto, elevo a minha imaginação às paredes de um quarto vermelho salpicado de velas que dão o amarelo como iluminação. Imagino a existência de uma cama onde permanece um corpo deitado e desnudado, não há qualquer tipo de encobrimento de roupa ou artigo vestiário. Espreito por detrás da porta semi-aberta, toda a tua estrutura corporal em todo o seu esplendor, a tua pele sedosa brilha com o iluminar das chamas, a forma como deslizas as mãos pelo corpo perturba-me a cabeça. Todo o meu tempo pára e as lágrimas correm, sinto-te à minha volta ao mesmo tempo que as tuas mãos percorrem o teu pescoço, deslizam pelos teus ombros e mergulham no teu peito, ardes de calor e o teu desejo está exposto no teu suor que te escorre pela pele ... odeio esta possibilidade de longevidade…
Parece que fazes de propósito para me provocar, consegues arrepiar-me o corpo com a tua maneira de te mexeres, pela forma como movimentas as tuas mãos e as unhas arranham as tuas coxas afunilando no meio das tuas pernas! O quarto, o respeito que me é imposto pela parede fria que me arrefece as costas, ele sim, faz-te ter sensações que te aceleram a respiração, dá-te actos de luxuria sexual que te pára a mente, vejo-te cheia de desejo quando és possuída pelo acariciar do sexo, pela forma como a tua língua humedece os teus lábios secos ao mesmo que elevas os teus seios deixando descair o teu cabelo preto! Aparecem mil e uma imagens da Afrodite quando a tua respiração te sufoca de prazer, contorcendo-te toda! Teimas em agarrar o lençol também vermelho, para te libertar na tua fantasia e eu só me consigo imaginar de joelhos com as mãos na cabeça completamente perturbado. Os teus gemidos penetram-me na cabeça quando atinges o culminar do prazer misturado com movimentos corporais e doentios até ao explodir da plenitude!! No fim, estás sentada na cama com um sorriso como se fosse o ultimo, recordas o momento e nem dás pela minha presença que me tortura, mas uma vez, odeio esta possibilidade de longevidade…


“Não preciso me drogar para ser um génio; Não preciso ser um génio para ser humano; Mas preciso do seu sorriso para ser feliz.” Charlie Chaplin



Lisboa, 09 de Setembro de 2009



Escrito por: Ricardo Lourenço

Frases....

"A coragem conduz às estrelas, e o medo à morte.” Séneca

Antonio J. Lourenço Construções