Na 1ª pessoa

Considero apenas momentos de raiva e agonia...Considerem se quiserem, textos e pensamentos, pura opinião, porque fui um monstro, já sofri muito, já menti para ocultar o que sentia, já chorei, já gritei por desespero e por me odiar, já senti medo e tive na merda, já escrevi o mais horrível em relação ao sofrimento; sou um monstro quando quero, raramente confio em alguém, tenho mau feitio, sou mau hurmorado e raramente sorrio! Adoro escrever para diminuir a retórica sofista; sou muito transparente sobretudo na escrita. Tenho muita experiência de vida e sou ingénuo; sou demasiado crescido; não elogio para agradar, tem que merecer! Sou arrogante,sou demasiado sincero; não gosto de pessoas que têm a mania que sabem mais que os outros quando nem eles sabem o que falam; não suporto futilidade, paralogismos e sofistas; não tenho paciência para regras de etiqueta nem moralismos; não gosto de perguntas parvas; não tenho paciência para ser simpático e sorrir, repudio narizes empinados e pessoas vendidas;observo e julgo; valorizo muito os meus ideais. Um dia, entreguei-me à escuridão, estou num buraco negro, neste momento conheço o melhor da vida da pior maneira, tenho muito a aprender; não sou perfeito, não quero ser. Quero ser alguém, quero lutar, aprender, compreender e viver,aumentar o nível de sapiência até que um dia eu tenha como Maquivel, Kafka e Fernando pessoa...

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Uma discussão inutil


Eu → Passado tanto tempo, ainda não consigo entender totalmente o meu estado de espírito. Não consigo entender o porquê de tanto desabafo medíocre, de ser tão importante. Que estado de espirito é este, que me envolve num sentimento frustrante e sufocante? Que raio de alma é esta que teima é que me provocar revolta sem qualquer sedução sentida! Que raio de caderno é este que teima numa expressão agonizar-me com as palavras que eu solto, que teima em discutir comigo e mostrar o que sou por dentro. Porque me deixas transformar num monstro enquanto limas o meu declínio? Porque me atas com as tuas linhas e nada falas! Nada dizes! Nada tu me restringes e em nada me ajudas num reviver de tortura!

Caderno® Falaste de mim e sentes-te destruído? Sentes-te autodestruído? Tem bom senso jovem, uma vez escreveste a frase ”conduzo o lápis desenhando uma letra num caminho seguro”. Qual Caminho? O caminho que escolheste há muito tempo atrás mata-te a cada dia que passa por tua própria desacreditação! Todos os dias te torturas com a tua falsa capacidade de aflição, com o teu excesso de imaginação e sentes-te seguro? És um ser atrasado, meio passado, Qual é o mundo que vives? Não conheço a tua capacidade de ultrapassar as coisas a longo prazo.

Eu ®Já te considerei o meu grito, odeio as tuas linhas que tantas vezes não sei onde ando e por onde escrevo! Só sei que uma ferida fechada a muitos anos, volta a estar aberta quando nada mais de mim existe. Caracterizo-me a perguntar se a vida que eu levo está correta e vejo uma grande capacidade de auto assassinato psicológico e desequilíbrio mental. Sinto a noite como um relógio despertador, qualquer barulho me desperta, durmo acordado, muitas vezes sufocado, sinto-me passado e desencontrado com mundo.

Caderno ® São 16:38 e qual é o ponto de vista? As tuas palavras cansam-me porque não sabes o que és e não sabes muitas vezes o que sentes. A tua capacidade de manipulação de letras enjoa-me pelo teu terror psicológico que é empregado nos teus momentos. Revelas dificuldade de amar, crueldade nos sentimentos e inercia de movimento no despertar de interesse! Chorar, amargurar não te leva lado nenhum e para quê uma discussão inútil?

Eu® Admito que sinto um deserto profundo no qual não sou oriundo, olha o meu ambiente, sinto-me uma estátua de areia que desaparece ao longo do tempo, o mesmo tempo que passa sem que ela nada possa fazer, torno-me dependente de uma ferida que somente me perturba a mente. Todos os dias sinto falta de resistência física e mental para me ultrapassar e ser alguém.

Caderno® Olha a multidão à tua volta! Sente a sua revolta! Solta! Aquela multidão que arranha e que te inferioriza, na realidade és tu que te inferiorizas a ela! Quando a caneta passa no papel, sinto um crânio estereotipado que só fica bem enjaulado, porque quando se liberta sentem-se dentes a ranger misturados com lagrimas que escorrem à medida que frases são construídas! Frase iniciada com hora e minutos de horas passadas em branco, mas nada temas, a tua vida continuará ser algemas até te sentires, apertado, abafado com esse pensamento de merda!

Eu® Cala-te! Tens a mentalidade fervida e partida, só dizes disparates e tentas-me atingir com uma verdade que odeio, mas não passas de um objeto, nem devias ter voto na matéria. Não conheces a minha realidade nem sabes o que vai aqui dentro. Não imaginas o quanto a mente me empurra ao precipício enquanto luto na tentativa de voltar nos passos e a minha inercia na dificuldade da minha aceitação. O meu fardo corporal é diário e alimenta a minha insanidade porque louco já sou!

Caderno® Agora é a minha vez de te falar, de te insultar, de te faltar, de te criticar pelo ambiente que crias. São 19:27 e digo que os momentos que tens e fazes para mim são fantasias, atrevo-me a dizer que tu acreditavas na mudança, dizias que fazias e acontecias, mas eu ainda não vi nada e já passaram tantos dias! Vives com pesadelos extremos, agarrado aos teus parágrafos que são sempre os mesmos, cultivas a tua desgraça nas minhas folhas como terrenos onde tu te queixas esperançado numa ilusão! Tens a cabeça numa confusão, não queres ouvir a razão, utiliza a inteligência, expressa a influência mas não morras, porque estou farto de ter uma discussão inútil e acabou!

Escrita por: Ricardo Jorge Santos Lourenço Lisboa, 07 de Março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

Tu, a lua e os Lobos


Vejo-te no escuro da noite, tu deitada completamente nua no esplendor de uma plena noite de lua cheia e enquanto os lobos uivam num penhasco alto. A lua reflete luz num corpo quase prateado tal a cor branca do luar, um cabelo negro, que o prazer controla sobre o uivar dos lobos. Em plena noite de lua cheia e enquanto os lobos uivam, vejo-te deitada nua numa cama como se dorso do animal fosse, vejo o teu corpo ser percorrido pelas tuas mãos, para que a pele dos dedos, sinta os teus lábios enquanto os teus olhos me desafiam para que ande onde eu permaneço numa janela. Num lençol de cetim preto, sinto-te a começar a contorcer quando as tuas mãos que humedecidas pelo teu gosto, acariciam e brincam freneticamente com os seios, tal o êxtase que se faz sentir em ti. Elevas o corpo no luar de lua cheia, deslizando as mãos até as coxas e mergulhando os dedos num culminar de prazer molhado e quente que resulta num juntar de joelhos forçados, tal força da lua que te domina! Mais uma vez me olhas nos olhos e me puxas para ti, sinto-te desafiar-me com um chamamento selvagem quando me aproximo do teu calor, do teu corpo que me atrofia. Os teus dentes mordem os lábios quando fixamente me vês surgir, arrepiaste com o sentir das minhas mãos subindo as tuas pernas até aos teus joelhos que permanecem fechados. Sinto-te tremula, quando a minha boca cola na tua, os nossos gostos se misturam num beijo arrepiante tanto quanto a lua está cheia. Num aumento de prazer corporal, as minhas mãos em cima dos teus joelhos, força-os fazendo-os abrir e as minhas unhas descem as tuas coxas, penetrando-te os meus dedos, repentinamente quase que me mordes. Navego os meus dedos com o teu molhado no teu corpo, passeando nos teus seios até a tua boca (um desejo carnal na boca que deseja saborear-te) para te puxar até mim, olhos nos olhos, desafias-me, abro mais as tuas pernas e penetro-te com uivar de lobos no alto. Na mesma cama, na mesma lua cheia, e enquanto te penetro fortemente, nos teus gemidos de prazer dizes que me odeias e no segundo seguinte sinto a tua língua a dirigir-se para o meu pescoço, para os teus dentes me morderem e me sugarem como vampira, sinto os meus dentes serrados como a boca dos lobos, num misturar intenso dos nossos corpos, no misturar do nosso toque e da nossa carne. Num movimento repentino, sento-te em cima do meu corpo, para que eu te sinta navegar nele e tu me sintas mais dentro de ti, dou-te as minhas mãos e não há roupa que pare momento mais extasiado, mais uma vez dizes que me odeias porque te prendo num forte movimento de prazer e um gritante gemido. Seguro a tua cintura a uma velocidade desenfreada e mais uma vez me mordes no peito para aprimorar o nosso auge, o teu suor cola o teu corpo ao meu e é neste momento, num minuto selvagem que tudo é libertado, a lua cheia faz-me emergir a minha energia para ti e os lobos fazem-te uivar para mim nesta cama.


Escrito por: Ricardo Lourenço Fevereiro de 2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

abuso verbal



O abuso verbal também pode ser aterrorizante

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Nu e cru


Nu e cru

É puramente nu e cru, que estes momentos inteiramente existem e eu comprovo-os todos. É puramente nu e cru, que estes momentos rompem-me o corpo quando os meus dentes serrados me fazem sentir aquela dor picuinhas e horrenda, perante a inercia do meu cérebro em trabalhar. Obrigas-me a isto hoje e nesta maldita hora. Neste momento, são 1:02 minutos da madrugada e sinto um vazio na cabeça que me aterroriza a alma, sinto longe o meu descanso mental tal como a minha capacidade de resistência física. Tenho ódio das lágrimas internas que me escorrem na cara, sabem-me a sangue quando se mistura nos meus lábios mordidos até à carne. É puramente nu & e cru, que o gelo e a água gelada da banheira, me permite sentir a traqueia a dar um nó em si mesma. Um nó bastante apertado que mal consigo sentir a minha respiração quando o gelo que boia na água me toca na pele. Não lhe sinto o calor… não sinto meu calor habitual e se calhar, são as minhas mãos que me apertam a garganta. Elas agarram nos meus maiores medos e receios colocando-os mesmo a minha frente. Desde as 1:40, passaram-se 25 minutos, sinto a merda do chão frio a violar-me corpo, ultrapassa-me a roupa, sinto as minhas unhas roídas a arranharem-me a cabeça, os meus cabelos a serem puxados com tanta força pelos meus dedos que até me faz gritar a raiz. Tudo isto num barulhento elevador, eu sou mudo nele, parece a minha prisão!

São umas malditas 2:13 não consigo sentir o metal das chaves segurado pela minha carne, não me sai da cabeça pensamentos de toque quente e bruto, de insanidade e mistura de corpos, memorias e pedaços vulcânicos, sanguinários e sangrentos que é precisamente o mesmo e que me fazem gritar. A ironia de tudo aquilo que eu não tenho e se a minha alma falasse, ela iria dizer o quanto está aflita agora, porque a estrada e o escuro da noite me mantiveram completamente cego nas curvas. Às 3:48, é puramente nu & cru, que o significado da insanidade toma conta dos meus pés e mãos, quando me derruba para comer o pó do chão da boca do inferno. Parecem lâminas que saem para me cortar de desfalecimento, mas que são pedras para me apedrejar com raiva sem qualquer capacidade de luta. Estes momentos existem em mim tanto quanto a inercia me comanda ao precipício, sinto-me totalmente possuído de loucura num conjunto de imagens monstruosas com total insanidade. Uma mistura de tanto sofrimento, alegria, gritos de loucura, não há musica que pare isto perante o choque das ondas. Histeria completa ao mais alto calibre quando se dá um rasgar de roupa nos minutos seguintes em que me sinto totalmente criança! Um suspiro de melancolia, faz-me reparar o som do carro a trabalhar e porta aberta no seu extremo levando os meus joelhos ao chão de terra. São 5:29 e qual é a noção disto? Porque raio me fazes isto mente? Porque te fazes isto Lourenço? No caminho de volta apenas se repara que não ouve capacidade de argumentação, só um olhar a pedir um abraço que não houve.

São 7:45 dia 27 de Janeiro de 2012,

Escrito Por: Ricardo Lourenço

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O jogo

O jogo


Existe um espaço em que a cor roxa predomina, em que o calor abunda num ambiente de luxuria e guloseima. Tudo roxo, numa sala enorme de chão feito com mosaico preto e branco, janelas de vidros enormes com cortinados enormemente roxos e um cheiro de framboesa no ar. Ao centro, uma grande mesa de mármore trabalhada e acompanhada de uma manta de veludo lilás, dispondo um baralho de cartas meio partido meio aberto, tal como o frasco de geleia de framboesa. Este frasco que transborda, sendo derrubado num corpo repleto de prazer entrelaçado num cheiro intenso de vokda Cristal que automaticamente lhe penetra na pele e na mente! Sente-se um sublime arrepiar de pele.





O mesmo roxo dos cortinados, que se estende ao longo das duas cadeiras onde numa delas, tu te encontras sentada à minha frente, olhando-me nos olhos, tentado perceber o jogo que o baralho dita a cada carta que vira. Levanto-me, segundo a ordem que dá a carta, sussurro-te ao ouvido com a minha voz, que espero o mais calma possível, que hoje serás metaforicamente cega, transporto-te vendada para a mesa de mármore. Não te considero submissa, mas ainda consigo sentir no meu corpo, o choque da tua temperatura corporal quente com o frio do mármore, ainda sinto o teu suspiro das tuas cochas nuas na planície trabalhada da mesa, ao mesmo tempo que te alimento com o cheiro de vodka e o meu sabor, aplicando o gosto de framboesa nos teus lábios. Outra carta virada que ordena que sejas completamente vendada, o jogo manda-me colocar as tuas mãos nas costas sendo envolvidas em cordão de seda, fazendo sobressair o teu peito revelando o teu desejo firme neles. Estando eu à tua frente, dá-me prazer sentir o pegajoso do doce da fruta nos teus lábios sendo invadidos pelos meus, corpo junto ao corpo, ao mesmo tempo que derramo um pouco de Vokda para se misturar nas nossas bocas, nas nossas línguas e nos nossos gostos enrolados. Sinto-te inquietante com o aplicar de framboesa no teu peito seguidamente envolvido na minha língua que o acaricia freneticamente, enquanto as minhas mãos descem lentamente o teu corpo submisso até as tuas coxas, para as alimentar de vodka. Mais uma carta virada e sugo-te o álcool que te derrama nas pernas, para o meio das tuas pernas completamente abertas e tens as mãos presas, Lembras-te?






Sentes-te preparada para mais uma carta? Que tal um Ás? Mais um momento de prisão envolvendo as tuas mãos em seda? Queres-me dizer que me odeias? Diz e grita! Mais uma carta virada e o jogo manda empurrar-te sobre o mármore, colocando-te deitada, a tuas pernas abertas e cobertas de doce de framboesa no seu meio sobre a minha boca. Enquanto te acaricio fortemente com a minha língua, sinto o teu gosto e o teu sabor, sinto o teu corpo tremer e pulsar de prazer, sinto a força das tuas pernas nos meus ombros para te libertares, oiço os teus gritos e gemidos de prazer quando eu forçando com mais intensidade ao misturar vodka novamente. Posso chamar de poder? Outra carta virada a que se pode chamar de rei de espadas, uma carta tão forte que me faz erguer até ficar de pé, deixando o roxo da cadeira para trás! Olho-te à minha frente e puxo-te para mim e sussurrares-me ao ouvido ferozmente que me odeias, o rei de espadas permite que te afaste violentamente as pernas para te penetrar e sentir o teu grito de prazer ao mesmo tempo que usas a boca para me morder a pele e carne. O prazer da dor e o ranger dos meus dentes, faz-me penetrar-te mais violentamente até sentir o êxtase dos nossos corpos misturados. Sente-se o suor resultado do calor. Como é sentires-te presa? Enquanto colas as tuas pernas na minha cintura para me prender, há um momento de pausa na tua escuridão da venda que te aumenta o poder, sinto um aumento na tua respiração de prazer acelerada na minha penetração. Dá-se a libertação de um arrepiante estalar de cordas de seda, sinto um violento expulsar do baralho da mesa derrubando o frasco de doce, o erguer do teu corpo e o elevar dos teus braços libertados na direção do meu peito. Sinto-te completamente pegada a mim com as unhas cravadas pela minha pele dentro fazendo surgir sangue, a tua boca colada na minha num beijo fortemente intenso de prazer. Os nossos corpos acumulam uma temperatura tão forte como o açúcar fermenta o álcool, sinto-te explodir num grito tão forte quanto me sentes dentro de ti. Sinto o cheiro da vodka misturado na framboesa aumentar a intensidade do nosso prazer que nem uma puta de carta de baralho consegue parar, num último derramar de vodka na tua boca, atingimos o nosso auge num estilhaçar de vidro quando a garrafa caiu no chão para espelhar o roxo permanente. Após tanto prazer, apos tanto doce de framboesa, sinto o ardor do álcool na tua língua ao lamber o sangue que escorrer no meu peito até as feridas, por ti antes mordidas. No fim me perguntas. Quem controla o jogo? Quem manda agora?





Escrito por: Ricardo Lourenço Lisboa, 16 de Janeiro de 2012

Frases....

"A coragem conduz às estrelas, e o medo à morte.” Séneca

Antonio J. Lourenço Construções